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Comitê de Basileia flexibiliza regras de liquidez para os bancos

por AFP — publicado 07/01/2013 14h00, última modificação 06/06/2015 18h42
Ação aumenta tipos de ativos fáceis de vender que as instituições precisam manter para se financiar por 30 dias em caso de crise
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Homem tira dinheiro de caixa automático de um banco em Roma. Foto: Andreas Solaro/AFP

BASILEIA, Suíça (AFP) - O Comitê de Basileia flexibilizou no domingo 6 as regras de liquidez que serão aplicáveis aos bancos internacionais em 2015. A medida responde a críticas que reprovavam que a reforma estabelecia um mínimo de fundos próprios muito elevado, sob pena de paralisar a economia mundial.

O Comitê de Supervisão Bancária do Banco de Pagamentos Internacional (BPI), que reúne os reguladores internacionais do setor, anunciou que a natureza dos ativos fáceis de vender que os bancos terão que ter no futuro em seus balanços para enfrentar uma crise aguda de liquidez durante 30 dias foi ampliado.

O leque de ativos que poderão ser levados em conta incluem o de obrigações, as ações - com a condição de que as empresas que as emitiram sejam classificadas como valor de investimento pelas agências de risco - e alguns tipos de colocações hipotecárias.

Estes ativos terão uma redução de seu valor em relação ao seu valor nominal para o cálculo da razão liquidez.

 

Em sua versão inicial, o projeto levava em conta ativos muito mais estritos, como a liquidez ou os bônus do Estado.

O calendário para aplicação desta proporção também foi modificado. Como estava previsto, o coeficiente entrará em vigor em 1º de janeiro de 2015. Mas nesta data, os bancos deverão reunir apenas 60% das quantias exigidas inicialmente.

O colchão de liquidez poderá, então, ser aumentado gradativamente em 10% ao ano para alcançar 100% no horizonte até 2019.

O novo marco regulatório para os bancos, denominado Basileia III, busca melhorar a liquidez dos bancos em caso de crise. Exige que as entidades mantenham suficientes ativos fáceis de vender para financiar suas atividades durante 30 dias, inclusive se as fontes de refinanciamento estiverem completamente esgotadas.

A reforma, que começou a ser esboçada após a bancarrota do americano Lehman Brothers - pulverizado pelo desaparecimento brutal de todas as suas fontes de financiamento - despertou fortes críticas do setor financeiro.

Muitos banqueiros fizeram saber que o projeto inicial impediria aos bancos fazer seus trabalhos, ao limitar drasticamente os fundos que podem colocar à disposição para acertar créditos.

A nova versão da reforma foi adotada por "unanimidade", acrescentou o comitê.

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