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Cidadãos de todo o mundo avaliam o estado atual da economia dos seus países

por Redação Carta Capital — publicado 27/12/2010 13h51, última modificação 27/12/2010 13h51
Entrevistados de 24 países opinaram sobre a atual situação econômica em seus respectivos países - muito boa, relativamente boa, relativamente ruim ou muito ruim

Entrevistados de 24 países opinaram sobre a atual situação econômica em seus respectivos países - muito boa, relativamente boa, relativamente ruim ou muito ruim

Novembro foi um bom mês na avaliação dos cidadãos-consumidores sobre sua economia. Embora, globalmente, as avaliações “boas” tenham caído um ponto percentual em relação a outubro (passando de 42% a 41%), existe uma lenta (porém evidente) recuperação, que pode ser mapeada: entre novembro de 2009 e abril de 2010, a avaliação global positiva da economia mundial era de 38%; em maio e junho de 2010 ela chegou a 39%; em julho alcançou 40%, e em agosto, 41%. Depois de recuar um ponto em setembro, em outubro ela apresentou um salto de 2 pontos percentuais (atingindo 42%), e agora caiu um ponto, para 41%.

Ainda há um longo caminho a ser percorrido para alcançar os números dos agitados dias de abril de 2007, quando a avaliação global positiva era de 56%; no entanto, o mundo parece estar em recuperação, uma vez que está apenas 4 pontos atrás dos números de abril de 2008 (antes dos impactos mais profundos da crise econômica).

Alguns dados importantes: nos Estados Unidos, a avaliação positiva da situação econômica cresceu cinco pontos nos últimos dois meses, chegando a 20%, o maior percentual desde maio de 2010 (quando era de 25%). Já na Alemanha, as avaliações positivas da situação econômica do país chegaram a 67% em novembro, ultrapassando o Canadá (63%) pela primeira vez e chegando ao topo entre os países do G8. Esse é a maior porcentagem já registrada para a Alemanha desde que a Ipsos iniciou a realização do levantamento, em abril de 2007.

Outro país que apresentou um grande salto foi a Argentina, que cresceu sete pontos de outubro a novembro, chegando a 42%, a maior porcentagem já registrada no levantamento; e a Coreia do Sul, apesar das tensões políticas e ameaças de guerra com sua vizinha Coreia do Norte, também teve um salto de cinco pontos no último mês (passando de 32% a 37% de avaliações “boas” da economia).

O Brasil apresentou uma leve queda no mês (passou de 66% em outubro para 64% em novembro), mas ainda mantém uma elevada porcentagem de avaliações positivas da economia. No México, a queda foi mais acentuada (5 pontos percentuais) no último mês, passando de 25% para 20%. A China também apresentou queda de 5 pontos, embora, nesse caso, a porcentagem de avaliações positivas da população em relação â economia do país continue muito alta (74%).

Com base nesses dados, seria possível afirmar que há em curso uma recuperação sustentável da economia mundial? Ainda é preciso esperar por dados econômicos reais antes de fazer esta afirmação, mas é inegável que as opiniões monitoradas neste relatório desde 2007 foram capazes de espelhar ou antecipar as reais mudanças econômicas – boas ou ruins.