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Capitalismo sem riscos

por Redação Carta Capital — publicado 06/02/2011 13h46, última modificação 06/02/2011 13h46
O governo pede aos Correios para participar da licitação do trem-bala

O governo pede aos Correios para participar da licitação do trem-bala



O governo pode incluir a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) no projeto de construção do trem de alta velocidade (TAV) entre Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. Para atrair os investidores, aparentemente reticentes quanto à viabilidade do negócio, a estatal entraria como sócia minoritária e usuária do trem-bala. Desta forma, a distribuição de correspondências e mercadorias nas duas maiores cidades do País, que responde por aproximadamente metade da receita dos Correios, passaria a ser uma das principais fontes de receita da nova ferrovia.
O TAV deveria ter sido licitado em novembro, mas o processo foi adiado depois de apenas um consórcio, o coreano, manifestar interesse pelo projeto, que tem um custo total estimado de 33,1 bilhões de reais. Empresas e especialistas contestam as projeções de custo e demanda apresentadas pelo governo, que tenta apresentar garantias. Além de oferecer 19,9 bilhões de reais em financiamento e um aporte direto de 3,4 bilhões, o governo prometeu um subsídio de até 5 bilhões de reais caso a receita operacional do empreendimento não alcance os valores projetados. Um estímulo ao capitalismo sem risco do Brasil.