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Economia

Dívida americana

Calote nos EUA não seria "divisor de águas"

por Redação Carta Capital — publicado 28/07/2011 16h53, última modificação 28/07/2011 17h07
A possibilidade de uma moratória americana assume de vez a tônica de Wall Street; parlamentares estão desconfiados

Do Brasil Econômico

A possibilidade de uma moratória americana assume de vez a tônica de Wall Street, ao mesmo tempo em que a ausência de detalhes sobre o plano dos parlamentares leva a desconfianças.

Republicanos e democratas se reúnem nesta quinta-feira 28 a fim de decidir a questão fiscal dos Estados Unidos.

"Nós continuamos a esperar um acordo sobre o orçamento e sobre o aumento do teto da dívida, embora seja provável que estas decisões ultrapassem o prazo limite de 2 de agosto", avaliou o banco suíço UBS.

Considerando que o ambiente é de incertezas, a equipe de análise do UBS acredita ser difícil fazer uma previsão concreta.

Além disso, existe a possibilidade de que o corte no orçamento a ser proposto não seja suficiente para evitar o rebaixamento da nota de crédito do país, atualmente "AAA".

A Standard & Poor's apresentou uma abordagem mais agressiva do que a Moody's, ao afirmar que há pelo menos 50% de chance de um corte na nota dos EUA dentro dos próximos 90 dias.

Os analistas do UBS avaliam que a reação inicial ao rebaixamento do país possa ser "dramática", porém "não esperamos que seja um divisor de águas como muitos têm previsto".

Nesta tarde, o clima era de otimismo em Wall Street, tendo em vista que os principais índices de ações apresentava valorização.