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Brasil crescerá menos de 4% e precisa de reformas

por AFP — publicado 26/10/2011 17h58, última modificação 26/10/2011 17h58
Segundo relatório, o desafio mais imediato é enfrentar a inflação, que em setembro alcançou 7,3% em ritmo anual, acima dos 4,5% da meta oficial

OCDE (OECD na sigla em inglês) faz recomendações ao governo brasileiro. ©AFP / Jean Ayissi

BRASÍLIA (AFP) - A economia brasileira crescerá menos de 4% nos próximos dois anos, depois do resultado de 7,5% em 2010, e precisa de reformas que possam garantir a expansão econômica a longo prazo, afirma um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apresentado em Brasília.

"Reformas mais amplas são necessárias para estimular o crescimento a longo prazo, dinamizar os investimentos e reduzir ainda mais a pobreza", indica o documento.

Algumas reformas aconselhadas pela OCDE devem ser aplicadas ao sistema previdenciário.

A organização pede ao Brasil um aumento dos investimentos, com políticas que permitam reduzir os juros e a carga fiscal.

Também destaca que o "Brasil deve dar prioridade aos gastos em infraestrutura", considerado o calcanhar de Aquiles do país.

O relatório considera que o desafio mais imediato do Brasil é enfrentar a inflação, que em setembro alcançou 7,3% em ritmo anual, acima dos 4,5% da meta oficial e superior aos 6,5% de tolerância máxima.

A OCDE considera "compreensíveis" as medidas adotadas pelo país para conter a valorização do real, como a taxação temporária da entrada de capitais de curto prazo, uma medida que em outra época os organismos internacionais teriam chamado de intervencionista.

Mas a OCDE adverte que as medidas são "compreensíveis dadas as incertezas a economia global enfrenta, mas o Brasil deve confiar de maneira mais significativa na consolidação fiscal".

Por fim, a instituição incentiva o governo a continuar com a política de corte dos gastos públicos, mas também estimula o país a ampliar os programas sociais que tiraram milhões de pessoas da pobreza nos últimos anos, já que, afirma a OCDE, o Brasil deve prosseguir com a redução da pobreza.

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