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Bons investimentos exigem boas escolhas

por Redação — publicado 26/01/2015 11h44, última modificação 26/01/2015 12h19
Diversificação é fator essencial para compor uma carteira de sucesso

Preocupadas em garantir uma aposentadoria tranquila, as pessoas têm buscado guardar dinheiro cada dia mais cedo. A dúvida, no entanto, é onde investir e como compor uma carteira de investimento de sucesso. A resposta para essas perguntas está no autoconhecimento e, sobretudo, no tipo de investidor que você é. Você é conservador ou arrojado? Aceita riscos ou não deseja sobressaltos? Depois, é hora de determinar o objetivo do investimento. A partir daí, o ideal é traçar metas de valores a serem investidos e prazos para se mexer no dinheiro. Disciplina é a palavra-chave.

É preciso alguns cuidados ao escolher um investimento, porque nem tudo o que está no mercado é investimento de fato. Por exemplo, títulos de capitalização e consórcios são oferecidos como uma forma de guardar dinheiro e ainda ter alguma rentabilidade, mas, na verdade, não o são.

No caso da capitalização, ela muitas vezes é vendida como uma forma de "poupança" que permite ao portador concorrer a sorteios de prêmios em dinheiro e a um resgate do valor "investido" corrigido ao final do prazo do título. Para quem deseja realmente investir, comprar este produto é a mesma coisa que deixar o dinheiro debaixo do colchão por alguns anos, já que a remuneração não consegue proteger o seu dinheiro nem da inflação.

Assim como o título de capitalização, o consórcio também pode levar a pessoa a perder dinheiro, já que não há nenhum tipo de remuneração durante o período em que ele estiver ativo. Geralmente, esta é uma opção para quem quer criar o hábito de poupar regularmente ou realmente tem por objetivo adquirir um bem durável.

Já para quem pensa em investir no longo prazo, o ideal seria a compra de ações. No entanto, é necessário muito cuidado ao decidir entrar neste mercado, pois é preciso escolher papéis de empresas que tenham bom histórico de pagamento de dividendos e boas práticas de governança corporativa. A Bolsa é considerada um investimento de renda variável, por isso é importante pensar no longo prazo e escolher bem os ativos que irão compor sua carteira.

Já para quem é mais conservador, o mais indicado são os investimentos em renda fixa, como os títulos do Tesouro Direto – Letras Financeiras do Tesouro (LFT) e NTN-B, e as Letra de Crédito Imobiliária (LCI) e Letra de Crédito Agrícola (LCA).

Uma das diferenças entre a LFT e a NTN-B, é que a primeira é mais indicada para quem precisa resgatar o dinheiro a qualquer momento. Quem tem mais tempo para investir pode correr mais riscos e optar pela NTN-B.

Já a LCA e a LCI são títulos emitidos pelos bancos para financiar os respectivos setores. A principal vantagem é que esses dois investimentos são isentos de Imposto de Renda, o que favorece o rendimento final, e ainda são garantidos pelo FGC.

Além da escolha da modalidade de investimento, o melhor é diversificar para minimizar possíveis perdas e acompanhar todos os cenários do mercado.