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Economia

Nervosismo nos mercados

Após abrir em queda, bolsa em SP sobe

por Agência Brasil publicado 10/08/2011 12h13, última modificação 06/06/2015 18h57
Devido a preocupações do mercado sobre a situação fiscal de países da Europa e dos Estados Unidos, o índice tem operado em forte instabilidade durante a semana

São Paulo – A Bolsa de Valores de São Paulo (BMF&Bovespa) abriu nesta quarta-feira 10 em queda. Após 15 minutos da abertura do pregão, às 10h15, o Ibovespa registrava queda de 2,14%, com 50.054 pontos. No meio da tarde, no entanto, por volta das 15h30, o índice já havia recuperado fôlego e operava em alta de 1,98%, com 52.163 pontos.

O Ibovespa é o principal índice do mercado de ações do Brasil. Devido a preocupações do mercado sobre a situação fiscal de países da Europa e dos Estados Unidos, o índice tem operado em forte instabilidade durante esta semana.

Na segunda-feira 8, ele teve queda de 8,08%. Já na terça 9, fechou em alta de 5,09%.

A queda do Ibovespa nesta manhã seguiu a tendência de outras bolsas. Na Europa, a Bolsa de Madri opera em baixa de 2%. Já a Bolsa de Paris, em queda de 1,76%.

O mau humor nos mercados foi provocado após a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixar a avaliação de risco da dívida dos Estados Unidos. A perda da nota máxima de crédito, que alastrou as incertezas sobre a economia internacional, funcionou como um vírus que pelas bolsas do mundo todo. No Brasil, o nervosismo atingiu em cheio os fundos de investimentos e corretoras, que passaram a vender ações para atender os clientes que exigiam o resgate.

O alastramento da crise acontece exatamente uma semana depois que o governo de Barack Obama conseguiu elevar o teto da dívida americana, após uma série de embates entre republicanos e democratas no Congresso. Na ocasião, o presidente chegou a lamentar, em discurso aos congressistas, que o país estava prestes a perder o status não por não ter condições de honrar seus compromissos, mas porque não tinha políticos de nível AAA. Feito o apelo, e aprovada a elevação do teto (menor do que pediam os democratas, maior do que queriam os republicanos), a medida, que livrou os EUA de promover um calote histórico, não foi recebida com o mesmo alívio esperado nos mercados – que, àquela altura, já se mostravam preocupados também com a situação financeira do outro lado do Atlântico. Na quinta-feira da semana passada, as bolsas caíram na Ásia e na Europa. O Japão, por exemplo, foi obrigado a desvalorizar o iene em razão do aumento da procura da moeda pelos investidores. No mesmo dia, o Banco Central Europeu anunciou a decisão de comprar títulos de países em crise, numa sinalização de desconfiança diante do cenário.

Na segunda-feira, o Banco Central Europeu promoveu uma intervenção para valorizar os títulos dos governos da Espanha e da Itália. Não foi o suficiente para evitar novas quedas.

*Matéria originalmente publicada em Agência Brasil

**Com informações da Redação de CartaCapital