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Bird: 1 bilhão de pessoas vivem em zonas de risco nas cidades

por Brasil Econômico — publicado 01/06/2011 09h53, última modificação 01/06/2011 09h55
"A mudança climática fará com que a situação piore", destacou o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick. Áreas vulneráveis devem ter investimento em infraestrutura para lidar com mudanças

Em torno de 1 bilhão de pessoas vivem em regiões de alto risco que podem piorar devido ao aquecimento global, diz um estudo do Banco Mundial divulgado na terça-feira 31 em São Paulo durante a conferência de grandes cidades sobre o clima C40.

"Para muita gente pobre vivendo nas cidades, inundações frequentes e deslizamentos já são fatos cotidianos. A mudança climática fará com que a situação piore", destacou o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, citado em um comunicado do Bird.

Essas áreas vulneráveis que estão expostas a deslizamentos de terra, inundações e ao aumento do nível do mar devem lidar por sua vez com a falta de infraestrutura e de serviços, afirma o estudo.

"Devemos colocar as cidades na primeira linha para lutar na adaptação às mudanças climáticas e reduzir o risco de desastres naturais", afirmou o presidente.

Zoellick destacou que as cidades necessitam de planejamento e administração urbana, "uma tarefa colossal que precisará da cooperação local, nacional e internacional, assim como de um forte apoio financeiro".

O presidente do Bird está em São Paulo para participar da Cúpula C40 de grandes cidades sobre o clima, que reunirá as autoridades de megalópolis como Nova York, Jacarta, Cidade do México, Berlim, Barcelona, Rio de Janeiro e Paris.

A reunião presidida por Michael Bloomberg, prefeito de Nova York, e que também contará com a presença do ex-presidente americano Bill Clinton, busca discutir temas como o planejamento urbano e políticas para diminuir os riscos de desastres.

As 40 cidades englobadas nesse movimento com seus 300 milhões de moradores registram 10% das emissões globais de gases do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global.

*Matéria publicada originalmente em Brasil Econômico