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Economia

Eike Batista

Bilhões aqui e ali

por Redação Carta Capital — publicado 28/03/2012 13h40, última modificação 28/03/2012 13h40
Empresário embolsa 2 bilhões de dólares com venda de 5,6% da sua holding a fundo de Abu Dhabi e segue em busca do posto de homem mais rico do planeta, com futuro promissor na exploração de petróleo

Por Luiz Antonio Cintra

Mais uma semana movimentada para Eike Batista no campo dos negócios. Sempre superlativo, o homem mais rico do País, ao vender 5,6% da sua holding para um fundo controlado pelo governo de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, embolsou 2 bilhões de dólares. Galgou assim mais algumas posições em direção ao almejado posto de homem mais rico do planeta, que, garante o empresário, será seu em no máximo três anos. A posição exata nesse campeonato mundial, contudo, varia conforme a fonte consultada. Para a agência de notícias Bloomberg, Eike estaria em oitavo lugar a partir de mais este negócio com o mundo árabe, duas posições acima em relação ao ranking anterior. Para a revista Forbes, ele já estaria em sétimo antes mesmo de faturar mais esta bolada. Em ambos os casos, sua fortuna pessoal teria pulado nas últimas semanas de 30 bilhões de dólares para 34,7 bilhões, quase a metade de Carlos Slims, o empresário mexicano de comunicações cujo patrimônio é de 70 bilhões de dólares.

Mas nem tudo são boas novas para o filho mais desabrido de Eliezer Batista, o ex-presidente da Vale que também foi ministro de João Goulart. Segundo levantamento da consultoria Economática, o resultado acumulado pelas vários braços de negócios de Eike Batista deixou a desejar.

Na ponta do lápis, o prejuízo foi de 1,02 bilhão de reais, calcula a Economática, que levou em conta em seu levantamento as companhias da “família X” cujo capital é negociado na BMF&Bovespa (a LLX Log, de logística, a MMX, de mineração, a MPX, de energia, a OGX, de exploração petrolífera, a OSX, de construção naval, e a PortX, de portos).

Quem acompanha os passos do empresário, contudo, considera que o prejuízo bilionário será incapaz de tirar o sono de Eike. Visto pelo Planalto como um dos poucos empresários made in Brazil com apetite para assumir riscos e investir em grandes (ou megas, como diria o próprio) projetos de infraestrutura, ele veste à perfeição o figurino do perfil desejado pelo BNDES e sua política de “pick the winners”, onde busca-se cevar alguns grupos de controle nacional em segmentos tidos como estratégicos. Para os analistas, os investimentos bilionários realizados nos últimos anos explicam o resultado negativo até aqui, bem como o desempenho pífio das ações do grupo na bolsa. Vale lembrar, contudo, que a festa de Eike parece de fato estar apenas começando. Um de seus nichos mais promissores, o da exploração de petróleo, engatinha – e promete. Começou a explorar em fevereiro passado, projeta exportar nada menos que 40 bilhões anuais em dois ou três anos.

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