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BC reduz projeção de crescimento para 2,7%

por Redação — publicado 27/06/2013 12h09, última modificação 06/06/2015 18h27
A projeção para a inflação em 2013 é agora de 6%, ante a previsão anterior de 5,7%
Antonio Cruz / ABr
Alexandre

O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini

O Banco Central (BC) reduziu a projeção de crescimento da economia para este ano de 3,1% para 2,7%. A estimativa sobre a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) - soma de todos os bens e serviços produzidos no País -, foi divulgada nesta quinta-feira 27 no Relatório de Inflação. Elaborado trimestralmente, o documento traz ainda nova projeção para a inflação em 2013, que deve chegar a 6%. A projeção anterior era de 5,7%.

Em relação ao PIB, a projeção para o crescimento em quatro trimestres encerrados, a encerrar em março de 2014, é de 3%.De acordo com os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),  que calcula o PIB, a economia brasileira cresceu 0,6% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao último trimestre de 2012. Na comparação com o primeiro trimestre de 2012, o PIB brasileiro teve crescimento de 1,9%. No acumulado dos 12 meses, a economia apresentou um crescimento de 1,2%.

A projeção de instituições financeiras, consultadas todas as semanas pelo BC, para a expansão da economia é menor que a da autoridade monetária, para este ano. A última projeção, após seis quedas seguidas, ficou em 2,46%. Para 2014, a estimativa é 3,1%.

Estimativas com o cenário de referência com base na taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar (8% ao ano) e dólar a R$ 2,10, mostram que a inflação fica em 5,4% em 2014, ante os 5,3% previstos anteriormente. No caso da inflação acumulada em 12 meses no final do segundo trimestre de 2015, a estimativa é 5,5%.

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) apresentou alta de 0,75%, em junho, depois de um período estável, acumulando alta de 1,74% desde janeiro e 6,31%, em 12 meses. No mesmo mês do ano passado, a taxa tinha variado em 0,66%. Entre as pressões inflacionárias o destaque é a mão de obra na construção civil, que ficou 3,24% mais cara ante um aumento anterior de 1,88%.

O BC também divulga estimativas do cenário de mercado, em que são utilizadas projeções de analistas de instituições financeiras para a taxa Selic e câmbio. Nesse caso, a estimativa para a inflação, este ano, é 5,8%, a mesma  projeção divulgada em março. Para o próximo ano, a estimativa desse cenário é que a inflação fique em 5,2%, e a projeção para a inflação acumulada em 12 meses no final do segundo trimestre de 2015 é 5,3%.

Todas as estimativas para a inflação estão acima do centro da meta que é 4,5%. Essa meta tem ainda margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Com a alta da inflação no país, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumentou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, em abril, e em 0,5 ponto percentual, em maio.

De acordo com o Relatório de Inflação, no cenário de referência, a probabilidade de a inflação ultrapassar o limite superior da meta subiu de 25% para 29%, este ano. Para 2014, essa probabilidade também subiu, de 24% para 25%.

No cenário de mercado, essa probabilidade caiu de 25% para 21% e para 2014 foi ajustada de 26% para 25%.

Com informações da Agência Brasil

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