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Economia

Novas regras

BC quer facilitar comparação de preços e tarifas de cartões de crédito

por Rede Brasil Atual — publicado 25/05/2011 20h22, última modificação 25/05/2011 20h24
Instituição financeira definiu que apenas duas opções de cartões devem ser oferecidas, o básico e o diferenciado, além da redução de 80 tarifas para cinco

Por Kelly Oliveira*

Brasília – Com a entrada em vigor de novas regras, os clientes do sistema financeiro terão condições de comparar preços de tarifas e anuidades de cartão de crédito e assim escolher o produto que seja mais adequado, avalia o chefe do Departamento de Normas do Banco Central (BC), Sergio Odilon dos Anjos. Nesta terça-feira (24), o BC realizou seminário para esclarecer e debater as novas medidas.

Uma das novas regras é que os bancos e as empresas de cartão de crédito terão que oferecer apenas duas opções de cartões, o básico e o diferenciado, associado a programas de benefícios e recompensas. No caso do cartão básico, a anuidade deve ser a menor entre todos os cartões ofertados.

“Quanto mais benefícios e recompensas, possivelmente a anuidade será mais alta”, afirmou Odilon. Ele acrescentou que o cliente deve observar se vale a pena pagar o preço da anuidade do cartão diferenciado, levando-se em consideração os serviços oferecidos.

Também ficou definida a redução de 80 tarifas para cinco: anuidade; emissão de 2ª via do cartão; retirada em espécie na função saque; no uso do cartão para pagamento de contas; e pedido de avaliação emergencial do limite de crédito. Essa limitação no número de tarifas passa a valer para os cartões emitidos a partir de 1º de junho de 2011. Para quem já tem cartão de crédito ou adquirir até 31 de maio deste ano, as cinco tarifas valem a partir de 1º de junho de 2012.

O valor mínimo da fatura de cartão de crédito a ser pago todos os meses vai subir dos atuais 10% para 15%, a partir do próximo dia 1º de junho deste ano. Esse valor sobe ainda para 20% a partir de dezembro de 2011.

“A fixação de 15% e 20% levou em consideração o desejo do consumidor. Se fosse um percentual muito alto, estaríamos interferindo na decisão do consumidor de querer fazer o fluxo financeiro mensal diferente”, afirma Odilon.

A diretora do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor no Ministério da Justiça, Juliana Pereira, orienta que, mesmo com as mudanças no pagamento mínimo, o consumidor deve evitar o uso do rotativo do cartão de crédito. “É importante que a fatura seja paga integralmente. Os juros e adicionais financeiros cobrados por pagamento fora da data são os mais altos que temos. A despeito de padronização da tarifas, da cobrança e regulação, é preciso cautela”, ressalta.

Em caso de descumprimento das regras pelas empresas e pelos bancos, o consumidor pode procurar os órgãos de defesa do consumidor. Odilon defende ainda que o consumidor procure a ouvidoria dos bancos e, caso não tenha o problema solucionado, faça uma reclamação no BC. “O consumidor lesado tem várias instâncias para reclamar. A primeira é no próprio banco onde opera, na ouvidoria, sem prejuízo de vir ao Banco Central, Ministério Público ou Ministério da Justiça [Procons], para fazer sua reclamação”, afirma Odilon.

O BC publicou nesta terça, em seu site, uma cartilha com informações sobre as novas regras de cartão de crédito.

*Publicado originalmente em Rede Brasil Atual.