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Economia

Maria Graça Foster, Petrobras

'Aumento dos derivados de petróleo foi necessário'

por André Siqueira — publicado 02/11/2011 17h33, última modificação 02/11/2011 17h39
Maria da Graça Foster, diretora de Gás e Energia da Petrobras, crê que a cotação desta commoditty prossiga elevada no mercado internacional
graca foster

Graça Foster: "A comercialização de etanol na Petrobras não será afetada quando o açúcar se tornar mais financeiramente mais vantajoso". Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

O reajuste nos preços dos derivados de petróleo, em vigor desde a última terça-feira 1º , foi feito no momento “necessário”, afirmou a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria da Graça Foster. De acordo com a executiva, a companhia trabalha com a perspectiva de que, apesar da crise internacional, a cotação da commoditty tende a permanecer elevada, acima de 100 dólares o barril, com a demanda sustentada pelo crescimento das economias emergentes. Presente na cerimônia de premiação das Empresas Mais Admiradas no Brasil na última segunda-feira 31, Graça Foster representou a companhia, quarta colocada no ranking, e seu presidente, José Sergio Gabrielli, na décima posição entre os líderes mais admirados.

Os donos de postos de combustíveis devem decidir nos próximos dias se vão reajustar os preços ao consumidor, após a Petrobras anunciar aumentos de 10% no valor da gasolina e 2% para o diesel. O governo pretendia anular o impacto da alta nas bombas ao reduzir, também a partir de hoje, a incidência da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a venda de derivados de petróleo. Mas o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) informou, em nota, que o corte no tributo não cobre integralmente o reajuste da Petrobras.

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Graça Foster lembrou que a política de preços da Petrobras não se atém a variações de curto prazo nas cotações do petróleo. “Preservar o poder de compra do consumidor é importantíssimo. Vendemos no mercado interno 85% da nossa produção, uma característica que é única entre as grandes empresas mundiais do setor.”

Com relação do etanol, a executiva disse que o patamar elevado dos preços é “conjuntural”, provocado pelos altos preços do açúcar no mercado internacional, e que as flutuações tendem a se reduzir com o aumento da participação da Petrobras no segmento. Conselheira da Petrobras Biocombustíveis, Graça Foster sustenta que a comercialização de etanol nas fábricas da empresa não será afetada quando o açúcar se tornar mais vantajoso do ponto de vista financeiro. “Nossa visão é outra (diversa da dos usineiros). Aprendemos as sinergias entre os combustíveis renováveis e fósseis.”