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Aumentar o IOF não é o remédio para o câmbio

por Paulo Daniel — publicado 06/10/2010 11h54, última modificação 06/10/2010 11h54
A medida se deu no intuito de evitar a valorização do real

A medida se deu no intuito de evitar a valorização do real

Está havendo uma enxurrada de dólares no Brasil. Por uma série de razões: A economia brasileira está com estabilidade financeira e monetária, possui as maiores taxas de juros do mundo e há livre mobilidade de capitais.

O governo federal ampliou de 2% para 4% a taxação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) visando diminuir a entrada de capital especulativo no país. Essa medida é interessante e importante, entretanto, insuficiente para conter a valorização do câmbio.

O ganho que o capital internacional tem em nosso país é fantástico, seja realizando arbitragem, seja adquirindo ações ou títulos públicos.

Uma medida necessária que o governo federal deveria concretizar era a famosa “quarentena”, ou seja, estipular um período mínimo que os capitais estrangeiros ao entrarem no país, por exemplo, que fiquem por pelo menos, por 90 dias. Isso de certa maneira “filtraria” os capitais especulativos e tenderia a uma desvalorização do Real.

Além disso, é mais do que urgente reduzir as taxas de juros e o Ministério da Fazenda em conjunto com o Banco Central de forma coordenada agirem no mercado de câmbio para desvalorizar o Real.