Você está aqui: Página Inicial / Economia / Angola é novo alvo das exportação brasileiras

Economia

Comércio Exterior

Angola é novo alvo das exportação brasileiras

por Brasil Econômico — publicado 17/05/2011 18h16, última modificação 17/05/2011 18h16
Com expectativa de crescimento em 7,5%, Angola está no centro das atenções da Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex), que tem buscado exportadores no setor de casa e construção, alimentos, bebidas, agronegócio e máquinas

Bárbara Ladeia, do Brasil Econômico.

Com expectativa de crescimento em 7,5%, Angola está no centro das atenções da Apex, que tem buscado exportadores no setor de casa e construção; alimentos, bebidas e agronegócio; e máquinas.

Após 30 anos de guerra civil, Angola vive um novo momento dentro do tabuleiro global. Nos últimos oito anos, o país tem atraído investimentos de diversos países em todo o mundo, empenhados em participar do seu processo de reconstrução e reestruturação econômica.

O Brasil tem participado ativamente da recuperação de seu parceiro lusófono. Atualmente, o país ocupa o quarto lugar entre os países que mais exportam para a Angola, perdendo para Portugal, China e Estados Unidos, nesta ordem.

Dos US$ 15,8 importados anualmente pelo país, US$ 1,3 bilhão são em produtos brasileiros, o que totaliza algo em torno de 10%.

Diante deste cenário de reaquecimento econômico no pós-guerra, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) busca uma estratégia para intensificar a entrada de produtos brasileiros no mercado local.

"Nossa equipe de inteligência fez uma pesquisa e identificou uma demanda específica nos setores de casa e construção, alimentos, bebdias e agronegócios e máquinas e equipamentos", explica Juarez Leal, coordenador da Unidade de Desenvolvimento de Novos Produtos da Apex. "A partir dessas informações, trouxemos uma demanda do país e estamos tentando sensibilizar os provedores de oferta."

Dentro do mercado de casa e construção, cerca de 7,8% dos produtos importados pelo país já são brasileiros, totalizando US$ 2,16 bilhões. Em máquinas e equipamentos essa participação cai para 6,5%, mas o valor sobe para US$ 7,25 bilhões, devido ao valor total dos produtos.

No entanto, é em alimentos e bebidas que a participação de mercado brasileira é bem maior. De todos o volume importado, 19,3% é brasileiro. Essa participação representa US$ 2,35 bilhões.

Para Leal, os números comprovam que há possibilidade de ampliar a participação brasileira na tão promissora economia angolana. "Por isso estamos oferecendo informações, expondo os melhores canais de negócios e prestando toda a consultoria necessária para entrada no país", explica.

Contexto
"Depois de 30 anos de guerra ainda, precisam de tudo", avalia o coordenador da Apex que considera precoce a preocupação com alguma ofensiva contra o alto volume de importações.

O longo período em guerra civil faz com o que país ainda precise de um longo período de investimentos para conseguir estruturar um parque industrial próprio, capaz de sustentar a economia local com redução da demanda por importação. "Eles trabalham com projeto de energia, água e habitação. Mas para crescer, vão precisar do nosso conhecimento."

Outros países que estão no mesmo foco são os do Oriente Médio e, posteriormente, os Estados Unidos.

Serviço
Nesta quarta-feira (18/5) a Apex promove em São Paulo o Seminário Mercado Foco Angola. No evento, acontecerão palestras e consultorias individualizadas para empresas interessadas em desenvolver um plano de atuação para o país.