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American Airlines e US Airways confirmam fusão

por Redação Carta Capital — publicado 14/02/2013 15h51, última modificação 14/02/2013 15h51
A união deve criar a maior companhia aérea dos Estados Unidos, à frente das gigantes United Airlines e da Delta

As aéreas americanas American Airlines e US Airways confirmaram nesta quinta-feira 14, após um ano de negociações, a fusão entre as duas empresas, abrindo caminho para a criação da maior companhia aérea dos Estados Unidos, com cerca de 1,5 mil aeronaves, capaz de competir com as principais empresas do setor atualmente, a United Airlines e a Delta Air Lines.

O acordo, avaliado em 11 bilhões de dólares, vai ajudar a tirar a AMR Corp, controladora da American Airlines, de um processo de falência judicial no qual está desde novembro de 2011. A US Airways, a menor das duas companhias, terá 28% das ações, mas o nome comercial da American Airlines será mantido.

Segundo funcionários das empresas, a negociação será boa para os consumidores norte-americanos, pois agora eles poderão escolher entre três grandes empresas diferentes. A justificativa é a “rede interligada” das duas aéreas. A American e a US Airways têm, informaram as companhias, apenas 12 rotas coincidentes numa lista de 900. As empresas também voam para destinos diversos, o que permitirá a criação de uma nova companhia capaz de fazer 6,7 mil voos por dia para 336 destinos em 56 países.

A versão da empresa sobre os benefícios ao consumidor, no entanto, está sendo questionada. A Standard & Poor’s acredita que pode haver elevação de custos pois a nova aérea terá de assinar novos acordos trabalhistas com sindicatos para facilitar a fusão.

O centro de estudos The New American Foundation, de Washington, criticou a união, de acordo com a AFP. Segundo a instituição, fusões semelhantes pelas quais a Delta e a United Airlines passaram recentemente, provaram que esse tipo de negócio prejudica o consumidor, pois diminui a oferta e aumenta as tarifas de voos para cidades médias, como St. Louis e Pittsburgh. O centro de estudos manifestou preocupação também quanto ao fato de o mercado ficar concentrado na mão de poucas empresas. Segundo o jornal The New York Times, após a fusão apenas quarto empresas – Delta, United, a nova American Airlines e a Southwest Airlines – controlarão 70% do mercado.

Antes de ser confirmada a fusão precisa ser aprovada pelo órgão antitruste dos Estados Unidos, pela Justiça norte-americana e pelos acionistas da American Airlines. Todo a negociação deve estar terminada no início do segundo semestre.

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