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Economia

Classificação de Risco S&P

Agência mantém grau de investimento do Brasil e revisa perspectiva de nota

por Agência Brasil publicado 28/07/2015 18h35, última modificação 28/07/2015 18h50
S&P afirma que Congresso e relação entre PT e PMDB são empecilhos para a retomada da economia
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Segundo a agência, no curto prazo, a diminuição da coesão política no Congresso é um risco material

A agência de classificação de risco Standard & Poor's informou nesta terça-feira, 28, que manteve a nota de crédito em moeda estrangeira do Brasil no longo prazo em BBB-. No entanto, a agência revisou a perspectiva da nota para negativa. O país manteve o grau de investimento, ou seja, continua sendo considerado seguro para investidores.

No comunicado em que anunciou a revisão, a agência informa que houve “uma correção significativa de política durante o segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff”, mas, mesmo assim, “o Brasil enfrenta circunstâncias políticas e econômicas desafiadoras”.

A Standard & Poor's destaca que as investigações de corrupção, envolvendo políticos e empresas, estão impactando a perspectiva fiscal e econômica do país e colocando em risco a implementação efetiva das políticas de correção, particularmente no Congresso Nacional.

“Revisamos nossa perspectiva do Brasil para negativa para refletir o que acreditamos ser uma chance maior do que uma em três de que a correção de política irá, no futuro, enfrentar derrapagem, devido à dinâmica política fluida, e que o retorno para uma trajetória de crescimento mais firme levará mais tempo do que o esperado”, diz a agência de classificação de risco.

Na avaliação da Standard & Poor's, desde março deste ano, quando houve a última análise, os riscos no país aumentaram. Segundo a agência, no curto prazo, a diminuição da coesão política no Congresso é um risco material, com possibilidade de a correção da política se mostrar ineficaz. Segundo a agência, a coalizão prejudicada na dinâmica entre o PT e o PMDB “havia diminuído sob a coordenação política do vice-presidente Michel Temer, mas reemergiu”.