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A manada pula a cerca

por Luiz Antonio Cintra — publicado 03/10/2010 10h37, última modificação 11/10/2010 10h42
Nem o aumento do IOF contém o fluxo de dólares para a nossa economia
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Mantega sabe que, sem mexer nos juros, não há como deter a valorização do real

Nem o aumento do IOF contém o fluxo de dólares para a nossa economia

Nas últimas semanas formou-se um consenso no mercado financeiro internacional em torno das distorções cambiais crescentes que se acumulam desde setembro de 2008. E dos efeitos colaterais desse desequilíbrio sobre o comércio mundial, ao valorizar exageradamente algumas moedas nacionais, como no caso do real, ao mesmo tempo que turbina a capacidade exportadora de outras, destaque para a China, cujas autoridades monetárias se encontram na berlinda graças ao controle exercido sobre o yuan.

Ainda que com menor visibilidade, os bancos centrais dos EUA, da União Europeia e do Japão também entraram na mira dos analistas. Suas atuações teriam o efeito de inflar ainda mais a liquidez internacional, ao optarem por manter suas taxas de juros próximas de zero por tanto tempo.

No caso brasileiro, o Ministério da Fazenda deu um sinal de que sua ofensiva não será apenas retórica, como alguns críticos apontaram, desde que Mantega aumentou o tom das críticas em torno da cotação da moeda brasileira. Na segunda-feira 4, e para se contrapor ao apetite estrangeiro, o governo decidiu dobrar o imposto cobrado do capital que vem ao Brasil para ser aplicado em renda fixa, de olho no rendimento dos títulos da dívida pública brasileira, que pagam até cinco vezes mais aos aplicadores do que seus equivalentes dos mercados desenvolvidos.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 617, já nas bancas.