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2010 um ano excepcional! E 2011?

por Paulo Daniel — publicado 02/02/2011 10h10, última modificação 02/02/2011 12h12
A cada anúncio de uma nova estatística econômica sobre desempenhos setoriais em 2010, fica mais claro que o Brasil viveu um ano excepcional

A cada anúncio de uma estatística econômica de 2010, nos mostra que o Brasil viveu um ano excepcional.

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) desempenhou o papel de estimulador de desenvolvimento econômico em 2009 e 2010. No ano passado, ampliou em 25% seus desembolsos em um total de R$ 168,4 bilhões.

Mesmo assim, ainda existe um discurso pessimista que nossas contas estão em mal estado, portanto, os arautos do conservadorismo afirmam; é mais do que hora de impulsionar um ajuste fiscal.

Evidentemente, não se trata de negar o valor das políticas de austeridade fiscal e monetária, elas são necessárias para controlar os gastos correntes e concentrar recursos em investimentos, por isso, é importante evitar radicalismos perniciosos na condução dessas políticas.

Para o mercado financeiro, de cada dez analistas consultados dez queriam e ainda querem aumento dos juros. Essa elevação já nos coloca como campeão dos juros, em torno de 6% ao ano em termos reais, ampliando a tortura do problema cambial brasileiro.

É importante destacar, que a indústria já trabalha em ritmo mais lento, o crédito já foi reduzido em todos os setores, do consignado ao de veículos. As taxas de juros no financiamento aos consumidores já deram um salto. E o BNDES está sob pressão para emprestar menos.

2011 poderá ser um bom ano do ponto de vista do crescimento e desenvolvimento econômico, desde que, os gastos públicos sejam direcionados ao investimento, o BNDES mantenha o seu ritmo de financiamentos e as estatais ampliem seus investimentos.

O grande desafio da Presidenta Dilma é enfrentar a avalanche de discursos econômicos conservadores, caso contrário, a confiança dos agentes econômicos reais será derrubada, com crescimento pífio e redução das ofertas de emprego.

Em seu primeiro mês de governo, Dilma está demonstrando firmeza no discurso e coerência política e econômica, o caminho para o crescimento econômico, não como foi o de 2010, está sendo bem percorrido, mesmo com os urubólogos de plantão afirmando o oposto.