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Paes: “Desafio é criar mecanismos para entender o que as pessoas desejam”

por Sávio de Tarso — publicado 21/07/2014 19h31, última modificação 21/07/2014 19h44
Em evento de CartaCapital o prefeito do Rio afirmou ainda que “está nas cidades a solução para os desafios do diálogo entre formuladores de políticas públicas e a população”
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O prefeito do rio de Janeiro durante o evento “Metrópoles Brasileiras - o Futuro Planejado", promovido por CartaCapital

“Está nas cidades a solução para os desafios do diálogo entre formuladores de políticas públicas e as demandas da população” – defendeu o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, na palestra de encerramento do evento “Metrópoles Brasileiras - o Futuro Planejado”, realizado em São Paulo nesta segunda-feira, 21, na série de Diálogos Capitais pela revista CartaCapital e Instituto Envolverde. “O chamado mundo digital, que em junho de 2013 mobilizou as pessoas em torno de uma ou várias causas, é a ágora dos gregos, onde os cidadãos discutiam os problemas comuns da Polis, nome que davam às cidades” – explicou. “O que eu trago é uma expressão nova, um neologismo: a solução é a polisdigitocracia, que pode permitir debate e democracia mais direta, para entender esse processo por que passam as sociedades urbanas no mundo todo.”

Paes disse que é um grande desafio “criar mecanismos para entender o que as pessoas desejam”. Afirmou que a concentração excessiva dos recursos em Brasília é uma das maiores dificuldades para ampliar os investimentos em infraestrutura que demandam as sociedades urbanas.

Atual coordenador do C40 (grupo de 63 cidades que lidera ações para enfrentar as mudanças climáticas), o prefeito do Rio explicou que essa organização já é uma resposta às demandas sociais de características diferentes do modelo centralizador vigente nas administrações públicas brasileiras e globais. “As ações dos administradores locais impactam mais diretamente a vida das pessoas, que vivem o dia-a-dia nas cidades.”

Na opinião de Paes, a questão metropolitana está institucionalmente mal resolvida no Brasil. “A Constituição não tem um instrumento mandatório para o desenvolvimento de soluções conjuntas entre as cidades que compõem as regiões metropolitanas”, disse o prefeito do Rio.