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Diálogos Capitais

Diálogos Capitais - Setor Portuário: Desafios e Oportunidades

BR-163 pode ajudar a avançar no escoamento pelo Pará

por Felipe Melo — publicado 04/03/2016 22h52
Investidores querem estruturação da rodovia, em especial entre o Mato Grosso e o Pará
Edson Rodrigues / Secom MT

A melhoria da BR-163, principalmente nos trechos que ligam o Mato Grosso até o Pará, foi uma das principais reivindicações feita pelos investidores presentes no painel "As oportunidades dos novos corredores de exportação do Brasil", realizado no evento Diálogos Capitais - Setor Portuário: Desafios e Oportunidades, promovido por CartaCapital em parceria com a Secretaria dos Portos na manhã da quinta-feira 3, em Belém.

Nivel Maluf, diretor de relações internacionais da Bunge Alimentos, considera que as oportunidades no Pará estão consagradas. "A responsabilidade do setor público e privado é debater como vamos diminuir os desafios para aproveitar da melhor maneira as oportunidades que temos".

Entre esses desafios está a estruturação urgente da BR-163, para que a rodovia possa ser utilizada em sua plenitude. "Pela BR-163, em 2010 passava um milhão de toneladas para exportação. Já em 2015 foram cinco milhões. Se os portos da área de influência da BR-163 tiveram esse desenvolvimento, imagina quando ela estiver totalmente trafegável e segura", disse Maluf.

"Essa é a responsabilidade que temos que ter, juntar forças para que o governo possa avançar para garantir a trafegabilidade da rodovia e num futuro muito próximo, garantir a licitação do trecho que falta ser asfaltado", acredita.

A rapidez para a estruturação da BR-163 também foi cobrada pelo diretor de análise e reestruturação do Banco da Amazônia (BASA), Marco Aurélio de Queiroz Campos, como fundamental para o avanço do Arco Norte.

"Temos projetos que estão sendo colocados de pé que começam a gerar um fluxo muito grande de caminhões na BR-163, o que faz ainda mais necessário sua melhoria. Nós, do Basa, estamos fazendo investimento em barcaças e empurradores, mas se o fluxo de caminhões na rodovia não puder aumentar, podemos correr o risco de que esses capitais não sejam aproveitados na sua plenitude", alertou.

Clythio Buggenhout, diretor de Portos da Cargill Agrícola, explicou que nos últimos anos a produção de grãos para exportação no Brasil mais que dobrou, atingindo em 2015 a casa das 100 milhões de toneladas, fato que gerou a demanda atual por mais infraestrutura para escoamento.

Por isso, para o executivo, os leilões atuais que ocorrerão para áreas no Estado do Pará são muito importantes, ao mesmo tempo que precisam de uma série de políticas conjuntas na área da logística para alcançarem seus objetivos.

"Para que os leilões possam ter sucesso, é preciso que as empresas enxerguem a integração viável dos outros modais, ou seja, o futuro de uma ferrovia, a trafegabilidade garantida de uma rodovia e o processo de destravamento de licenciamento em outras esferas", apontou.

Também no evento Diálogos Capitais, a Secretaria de Portos da presidência da República divulgou que em 12 de fevereiro o Ministério dos Transportes lançou edital de chamamento público para a realização de estudos técnicos e de viabilidade para futuramente ser concedida a exploração da BR-163 em trecho de 331, 6 km. A intenção é garantir as boas condições para a estrada de Sinop (MT) a Santarém (PA), passando por Miritituba (PA).

Os portos brasileiros têm sido objeto de debate nos eventos feitos em parceira entre a CartaCapital e a Secretaria de Portos da presidência da República. O evento teve sua primeira edição em São Paulo em 24 de fevereiro, passou por Belém na quinta-feira 3 e terminará em Cuiabá (MT) na próxima quarta-feira 8.

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