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Zé de Abreu, o militante

por Cynara Menezes — publicado 08/03/2013 11h17, última modificação 08/03/2013 11h17
O ator fala da filiação ao PT, da candidatura e da piada da bissexualidade

Com o mar da Barra da Tijuca na janela e o cão da raça lhasa apso e nome Pipo no colo, diante da tela do computador, o ator José de Abreu tuí-ta. Fala de política (muito) e de televisão e teatro (menos), praticamente o dia inteiro. Tem frequência tão assídua na rede social quanto o divertido vilão Nilo tinha nos lares brasileiros durante Avenida Brasil, a anterior novela das 9 da Globo. A popularidade na tevê e na internet fez surgir um novo interesse: Zé de Abreu decide se vai ou não se lançar a deputado federal pelo PT em 2014. Está para se filiar ao partido.

“Estou esperando, porque quero o ‘top’ na minha filiação. Quem vai abonar minha ficha é a Dilma e o Lula. No mínimo”, diz o ator, que milita na política desde a época da ditadura, quando cursava Direito na PUC-SP. Tem o destino paralelo ao de outro Zé, o Dirceu. Ambos nasceram no ano de 1946, Zé Dirceu em março e ele em maio. Zé de Abreu, em Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo, Zé Dirceu, em Passa Quatro, Minas Gerais. Todo mundo confunde. Um continuou na política e o outro se decidiu pelo teatro, após viver anos rebeldes em São Paulo e anos lisérgicos em Londres, em Amsterdã e na Bahia.

Pipo não para sossegado, e Zé de Abreu o tranca na cozinha enquanto conversa e posa para as fotografias. Falo que está em boa forma para os 67 anos prestes a completar, ele passa a mão no tórax, estica-se todo na cadeira e diz: “É, tô gostosão”, gargalha. “Sou de uma geração que deu sorte, que vai chegar aos 70 bem.”

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