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Urnas vs. mercados

por Antonio Luiz M. C. Costa publicado 11/05/2012 13h00
A França e a Grécia rejeitam o pacto de austeridade. Hollande terá de provar sua capacidade de mudar as coisas
frança

A vida não é tão rosa. Hollande foi eleito, para desgosto da alemã Angela Merkel. Foto: Eric Feferberg/AFP

La vie em rose, a mais famosa canção de Edith Piaf, teve papel de destaque na vibrante festa da vitória do socialista François Hollande, cujo partido tem como símbolo uma rosa. A pergunta é se esse canto de paixão e ilusão ecoará por muito tempo ou acabará em desengano, como muitas vezes acontece no amor e na política. Quais são as chances de os socialistas franceses, daqui a cinco anos, estarem em condições de celebrar uma reeleição com Non, Je Ne Regrette Rien?

É um desafio muitas vezes malsucedido na história recente da Europa. No Reino Unido, na Espanha e em Portugal, os social-democratas foram castigados por violar suas promessas e colaborar para desmantelar o Estado de Bem-Estar Social em nome das exigências do mercado financeiro. Seus eleitores os abandonaram nas urnas, mesmo tendo como alternativa um governo conservador que apenas tornaria o desmonte ainda mais severo e rápido.

Nas eleições de maio, houve uma reversão parcial da tendência: os partidos de direita que assumiram essa tarefa também foram punidos. Nas eleições municipais do Reino Unido e da Itália, os conservadores sofreram um forte recuo e o centro-esquerda recuperou parte do espaço, embora também surjam e cresçam os partidos “contra o sistema”, alguns deles extremistas. O mesmo aconteceu na eleição local alemã do Schleswig-Holstein, onde os conservadores tiveram o pior resultado desde 1950. Na Romênia, o governo conservador caiu e o Parlamento escolheu um primeiro-ministro social-democrata. Antes disso, em março, os social-democratas eslovacos recuperaram o controle do Parlamento e os conservadores espanhóis foram frustrados na expectativa de governar a Andaluzia.

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