Você está aqui: Página Inicial / Destaques CartaCapital / Uma aposta no Islã

Destaques CartaCapital

Newsletter

Uma aposta no Islã

por Antonio Luiz M. C. Costa publicado 17/08/2012 12h30, última modificação 17/08/2012 12h30
Com aparente aval de Washington, os fundamentalistas ampliam influência no Egito e Síria
Egito

Reviravolta. Não se esperava que Morsi desse a volta por cima de Sami Anan (esq.) e Tantawi. Foto: AFP

Na posse em 31 de junho, muitos analistas viram o recém-eleito presidente egípcio Mohamed Morsi como uma tímida e passageira figura de proa submissa à junta militar. O ministério nomeado em 2 de agosto pareceu confirmar isso: o partido da Irmandade Muçulmana recebeu só 4 dos 35 ministérios (Informação, Universidades, Habitação e Juventude), enquanto a Defesa, a Economia e as Relações Exteriores ficaram nas mãos dos militares e seus homens de confiança.
Dez dias depois, o chefe de Estado demitiu os principais comandantes militares – o chefe da junta, marechal Mohamed Tantawi, o chefe do Estado-Maior do Exército, Sami Anan, e os comandantes da Marinha, Força Aérea e Força de Defesa Aérea – e revogou a “declaração constitucional complementar” (equivalente a um “Ato Institucional”) de 17 de junho, pela qual a junta militar se arrogou grande parte dos poderes presidenciais e legislativos.
Além disso, nomeou Abdul Fattah al-Sisi e Sedki Sobhi, generais relativamente jovens (58 e 57 anos, respectivamente) para os cargos de Tantawi e Anan. Isso significa que, ao contrário de seus antecessores, não participaram das guerras árabes-israelenses e fizeram sua carreira militar em um ambiente de paz com Israel e aliança com os EUA. Sisi fez treinamento no forte Benning, na Geórgia, em 1981. Tanto Sisi quanto Sobhi fizeram cursos no United States Army War College em 2005 e 2006, ou seja, nos anos de Bush júnior.
*Leia matéria completa na Edição 711 de CartaCapital, já nas bancas