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Um Wojtyla na América do Sul?

por Gianni Carta publicado 15/03/2013 11h50, última modificação 15/03/2013 11h50
Suspeitas e dúvidas cercam a eleição de Francisco, o argentino que se torna primeiro papa extraeuropeu em 1200

Aos fiéis que se atiram a celebrar a perspectiva de uma “nova” igreja recomenda-se cautela. Cabe a pergunta: em que a eleição inesperada do papa Francisco teria condições de garantir a modernização da Santa Romana Igreja? Quem estiver atento aos humores dos ainda maiorais do mundo habilita-se à percepção de que a escolha de Jorge Mario Bergoglio esconde sutilmente razões precisas e nada alvissareiras. Preferiu-se um argentino (e só faltava esta para os brasileiros prontos a celebrar Odilo Scherer como primeiro papa nativo) na visão de uma América Latina pronta a elevar Chávez à glória dos altares da independência.

Estamos no subcontinente de Correa e Morales, de José Mujica e Cristina Kirchner, de Lula e Dilma Rousseff, todo um pessoal empenhado em tomar rota própria, e a contar com vento de popa na economia.  Seria Francisco I o discípulo da geopolítica de Wojtyla aplicada em uma América rebelde? A dúvida é pertinente. Não vale iludir-se com outra ideia, de que Bergoglio é o primeiro oriundo das Américas, ou de qualquer país extraeuropeu.

As expectativas, é verdade, giravam em torno do retorno a um romacentrismo (consagrado com a eleição do polonês João Paulo II, em 1978) caso vencesse um dos favoritos, o arcebispo italiano de Milão, Angelo Scola. Por outro lado, a vitória de Odilo Scherer representaria um atraso, segundo Leonardo Boff, “dado o contexto global, seja ecológico, financeiro ou interno da igreja.

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