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Um herói 
sob medida

por Eduardo Graça — publicado 06/07/2012 12h14, última modificação 06/07/2012 12h14
A promoção de Homem-Aranha 
no Brasil mostra a importância crescente dos emergentes para Hollywood
Homem-aranha

Na teia. Os produtores Avi Arad e Matthew Tolmach de olho nos novos mercados, para os quais o cidadão-modelo Peter Parker convence

Quando O Espetacular Homem-Aranha chegou aos cinemas norte-americanos na terça-feira 3, véspera do feriado do Dia da Independência, o Peter -Parker encarnado por Andrew Garfield, famoso pelo papel do brasileiro Eduardo Saverin em A Rede Social, havia estendido sua teia por dois continentes e 13 países. Uma reinvenção do primeiro tomo da trilogia levada ao cinema na -década passada pelo diretor Sam -Raimi, com Tobey Maguire no papel principal, o filme é a maior estreia da história de Hollywood na Índia. No Vietnã, em apenas três dias, o blockbuster global fez mais dinheiro do que toda a bilheteria de Homem-Aranha 3, lançado há cinco anos. Sinal dos tempos. Entre uma e outra adaptação para o cinema do aracnídeo mais famoso dos quadrinhos, o mercado americano encolheu 6%. Mas a compra de ingressos para filmes produzidos nos EUA aumentou 35% no restante do planeta.

Esparramado em uma cadeira no Copacabana Palace estrategicamente virada para o calçadão da Avenida Atlântica, um dos protagonistas da mais recente transformação da indústria cinematográfica ianque saboreia os números com cautela: “O mercado internacional é a saída para nós. Vamos ser sinceros? Hollywood precisa fazer filmes que as pessoas de fato queiram ver no -Brasil e na China. Veja o que aconteceu com Avatar. Você precisava ir ao cinema para experimentar aquela novidade. Essa foi nossa mais importante lição dos anos 2000: conquistar novos mercados, oferecendo produtos de fato inovadores”.

A frase é de Avi Arad, 63 anos, o empresário de origem israelense que tirou a Marvel Comics da falência no fim dos anos 1990, criou a Marvel Studios, depois absorvida pela Disney, e convenceu Wall Street de que as adaptações cinematográficas de super-heróis, se acopladas a avanços tecnológicos como o novo 3-D, seriam o maná aguardado pelos executivos do mundo do entretenimento, capaz de alavancar uma indústria abalada pela pirataria e o despencar tanto das bilheterias quanto da venda de DVDs nos EUA.

*Leia matéria completa na Edição 705 de CartaCapital, já nas bancas

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