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Tufão de sandices

por Eduardo Graça — publicado 31/08/2012 12h18, última modificação 31/08/2012 12h18
Esvaziada pelo furacão Isaac, a convenção republicana consagrou as platitudes mórmons de Ann, mulher de Mitt Romney, e o extremismo do Tea Party
EUA

Wild West. No encontro republicano, os caubóis ouviram Ann falar de amor e família. Foto: Robyn Beck/AFP

No camarote central do Tampa Bay Times Forum, a imensa arena localizada no coração do condado de Hillsborough, um dos distritos eleitorais mais disputados por republicanos e democratas no estado-chave da Flórida, o já ungido candidato republicano à presidência sorri amarelo. No palco, o truculento governador de New Jersey, o peso pesado Chris Christie, faz um discurso autocentrado, interessado em aproveitar a audiência de 20 milhões de espectadores para esboçar uma candidatura à Presidência em quatro anos, no caso de vitória de Barack Obama em 6 de novembro. Depois de 16 minutos de narrativa focada exclusivamente em sua administração, Christie finalmente fala no nome de Mitt Romney.

Incentivado por sua mulher, Ann, considerada uma das armas da campanha conservadora na tentativa de humanizar um político sem carisma e, de acordo com as principais pesquisas de opinião, incapaz de estabelecer empatia com o grosso do eleitorado, o primeiro candidato mórmon à Casa Branca acena sem-graça para os milhares de delegados vindos dos quatro cantos do país, mas não se dá ao trabalho de se levantar da cadeira.

A cena é das mais
emblemáticas da Convenção Republicana de 2012, marcada mais pelo que poderia ter sido do que pelo conjunto de ideias, debates, protestos, surgimento de novas lideranças ou estratégias políticas em contraponto a um presidente enfraquecido por quatro anos de crise econômica, alto desemprego e uma briga de foice com uma Câmara dos Deputados hostil, comandada pela ala mais radical da oposição.

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