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Tudo como dantes no quartel de Netanyahu

por Gianni Carta publicado 28/01/2013 10h33, última modificação 28/01/2013 10h33
Na eleição, o premier perde cadeiras no Parlamento, mas vai entender-se com os “centristas” que pensam como ele

Yair lapid, ex-vedete da tevê até o ano passado, 49 anos, é a estrela nascente na política israelense. Com 19 assentos no Knesset (Parlamento), sua legenda centrista, Yesh Atid (Existe um Futuro), obteve a segunda colocação, logo após a do premier conservador Benjamin Netanyahu, Likud-Beitenu, esta com apenas 31 cadeiras. Ainda em outubro, as pesquisas de intenção de voto indicavam que Netanyahu em aliança com Yisrael Beitenu, do ex-chanceler direitista Avigdor Lieberman, teria uma vitória tranquila, com 42 assentos.

Divulgados os resultados de boca de urna na “Noite de Eleição” na terça-feira 22 no centro de Tel-Aviv, Yehuda ben Meir, ex-vice-ministro do Exterior de Menachem Begin e de Yitzhak Shamir e expert em opinião pública, disse: “Os três resultados são idênticos e mostram que, ao contrário do esperado, a direita não obteve uma vitória avassaladora e o país está dividido entre blocos de direita e religiosos (61 cadeiras no Parlamento), e de centro e de esquerda (59 cadeiras)”. O Likud-Beitenu, continuou Ben Meir, obteve pequena maioria, mas, sem dúvida, seu líder, Netanyahu, é o político com mais experiência para formar o próximo governo. A equação para uma nova coalizão foi mudada por Lapid.

Escassos meses atrás adentrou o tablado outro desconhecido, Naftali Bennett, empresário milionário de 40 anos que acabara de criar uma agremiação religiosa e ultranacionalista, o Lar Judaico. Segundo as pesquisas, ele formaria um governo ultranacionalista com Netanyahu. Filho de imigrantes norte-americanos, o ex-major da Sayeret Matkai, importante divisão da elite do exército israelense, o jovem Bennett montou uma empresa de software e oito anos atrás a vendeu por 145 milhões de dólares.

*Leia matéria completa na Edição 733 de CartaCapital, já nas bancas

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