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Todos querem rodar no País

por Luiz Antonio Cintra — publicado 26/10/2012 12h50, última modificação 26/10/2012 12h50
As montadoras planejam investimentos de 60 bilhões de reais
Dilma

Salão do Automóvel. Em São Paulo, Dilma exaltou a recuperação da indústria. Foto: Marcelo Camargo/ABr

Em queda desde setembro de 2011, a indústria europeia anunciou nas últimas semanas o fechamento de três fábricas automotivas, da Ford, Peugeot e Fiat. Até setembro, o continente acumulava um tombo de 10% nos emplacamentos, com Espanha e Grécia na ponta do processo e recuos de 36% e 49%, respectivamente. Mesmo as vendas de veículos nas economias maiores caíram com vigor ao longo do ano: 18%, no caso francês e 11% no alemão. Mantido o ritmo, a Europa, que em 2007 vendia 16 milhões de carros, ficará satisfeita se fechar o ano com 12,5 milhões de unidades emplacadas, diz a Associação Europeia de Fabricantes de Veículos Automotores.

Em sentido contrário vai o mercado nacional, e as cidades brasileiras que se mexam para se adaptar aos novos tempos. A indústria automobilística, na abertura do 27º Salão do Automóvel de São Paulo, era só sorrisos: festejava crescimento de nove anos seguidos, expansão acumulada de 150% e expectativa de encerrar 2012 com 3,8 milhões de emplacamentos. Estudos do setor sugerem que o mercado chegará a 6 milhões de veículos até 2016, embora a projeção oficial da Anfavea, a associação nacional das montadoras, cite o patamar de 5,5 milhões a ser alcançado até 2020.

“Somos o quarto maior mercado. Temos uma indústria que não foi perdida nem nas décadas de 80 e 90, e inclusive aqueles elos perdidos podem ser reconstruídos. Produzir a distribuição de renda neste País fez a diferença, tornou o Brasil um grande mercado interno”, afirmou Dilma Rousseff no discurso de abertura do salão, quando confirmou para as indústrias a desejada prorrogação do corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), agora com prazo de vencimento em 31 de dezembro.

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