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Teclados, tinteiros e agulhas

por Ana Ferraz publicado 09/11/2012 10h39, última modificação 09/11/2012 10h39
O estilista mineiro Ronaldo Fraga inspira-se na magia da literatura para insuflar alma à moda brasileira
fraga

Todo mundo e ninguém. Em uma de suas coleções, a homenagem ao conterrâneo Carlos Drummond

É preciso ter olhos limpos, férteis e generosos para poder enxergar as coisas. Quem diz é Ronaldo Fraga, o estilista que desde 1996 teima em ver a moda como crônica e poesia. Paradoxalmente, é por trás de lentes para corrigir 10 graus de miopia, emolduradas por óculos que são extensão de uma personalidade embebida em entusiasmo, que o mineiro melhor maneja o olhar.
Tem sido assim há 35 coleções. Tem sido assim desde que o garoto nascido em Belo Horizonte se apropriou de lápis e caneta e saiu a desenhar o mundo. Aos 11 anos de idade, com a perda precoce dos pais, ele aos 42 anos, ela aos 37, Fraga e os quatro irmãos enfrentaram tempos oblíquos.
Na busca por cursos gratuitos de desenho foi parar no Senac. “Metade da turma era formada por senhorinhas de cabelo lilás que estavam ali para aprender a desenhar as costas do figurino. A outra metade eram travestis que queriam desenhar fantasias de carnaval. As aulas eram ótimas”, relembra. Nota máxima garantida, Ronaldo ganhou o primeiro emprego, figurinista numa loja de tecidos.
*Leia matéria completa na Edição 723 de CartaCapital, já nas bancas

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