Você está aqui: Página Inicial / Destaques CartaCapital / Rigor e compromisso

Destaques CartaCapital

Newsletter

Rigor e compromisso

por Redação Carta Capital — publicado 15/06/2012 12h26, última modificação 15/06/2012 12h26
A Coppe tornou-se um dos maiores centros de pesquisa e inovação do Brasil sem abdicar da visão estratégica do desenvolvimento e da preocupação social
Imagem_Usina de Ondas

Testes. Maquete de módulo da usina de ondas que gera energia no Ceará. O projeto foi desenvolvido em parceria com o governo estadual e a Tractebel. Foto: Coppe/UFRJ

Por Francisco Alves Filho

O Brasil ainda não tinha cursos de pós-graduação quando o professor Alberto Luiz Coimbra voltou, em 1963, de uma viagem aos Estados Unidos com ímpeto de pioneiro. Fascinado pela qualidade das pesquisas feitas nas universidades norte-americanas, ele resolveu implantar algo similar na Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nascia a Coppe, antiga sigla do programa de pós-graduação em Engenharia. “O objetivo sempre foi buscar a excelência”, afirma Coimbra, aos 88 anos, aposentado. “Demos todas as condições aos nossos professores para trabalhar com dedicação exclusiva.”

A realidade superou em muito os sonhos do mestre. A Coppe, recentemente rebatizada com o nome de seu criador, Instituto Alberto Luiz Coimbra, tornou-se o mais importante centro universitário de inovação tecnológica do País. Tem papel fundamental na área energética brasileira e em outros setores estratégicos. O mundo acompanha com atenção as pesquisas desenvolvidas pela instituição.

Nas últimas décadas, não houve ação ou debate no setor de energia que prescindisse da participação dos cientistas instalados na Ilha do Fundão, na zona norte do Rio, onde funcionam 12 programas de pós-graduação da Coppe. As técnicas usadas pela Petrobras para exploração de petróleo no mar, a discussão sobre a implantação das usinas nucleares em Angra dos Reis, o diagnóstico sobre a crise de abastecimento elétrico no governo Fernando Henrique Cardoso, a nacionalização das plataformas da Bacia de Campos, o desenvolvimento do biodiesel, tudo passou (e passa) pela instituição.

*Leia matéria completa na Edição 702 de CartaCapital, já nas bancas