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Resistência mineira

por Luiz Antonio Cintra — publicado 19/10/2012 11h34, última modificação 19/10/2012 11h34
A Cemig encabeça as críticas à proposta federal de renovação das concessões
usina

Das 123 usinas, 109 toparam a proposta, mesmo com regras menos generosas

"Pouca gente conhece o setor elétrico tão bem quanto a Dilma. E ­porque conhece, ela sabe exatamente como fazer uma maldade", comenta a advogada especialista no ramo, sensibilizada pela chiadeira da Cemig, desde 11 de setembro em pé de guerra com o governo federal. Geradora, transmissora e distribuidora, dona de 65 usinas hidrelétricas, térmicas e eólicas, a empresa controlada pelo governo mineiro reclama desde a publicação da Medida Provisória 579, pela qual o Planalto apresentou uma opção para a renovação antecipada das concessões de usinas hidrelétricas, empresas de transmissão e de distribuição a vencer entre 2015 e 2017. Pelas regras vigentes, as concessionárias que optarem por não aderir às regras propostas devolveriam os ativos à União ao fim dos contratos.



Anunciada pelo
governo como parte do esforço para o País recuperar a produtividade industrial, a MP 579 provocou ruído entre executivos, analistas e acionistas do setor. Ao ser anunciada, ocasionou uma queda súbita do preço das ações das elétricas, em alguns casos mais de 30%, com uma perda de valor de quase 30 bilhões de reais.
Para o Planalto, avançar na redução do preço de um insumo importante de produção, o custo da energia elétrica, será relevante em vários segmentos, a começar pela siderurgia e, por tabela, na indústria automobilística. A promessa é reduzir as tarifas em 16% para os consumidores residenciais, e em 28% para as empresas a partir de fevereiro de 2013.
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