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Pacote 2012, modelo 2008

por Luiz Antonio Cintra — publicado 25/05/2012 11h13, última modificação 25/05/2012 11h13
Inflar o consumo será mais difícil desta vez. E talvez insuficiente
carro

Foto: Anderson Gores/AE

No xadrez da macroeconomia brasileira, as variáveis têm oscilado com velocidade bem acima da normal. Na segunda-feira 21, o governo tratou mais uma vez de mexer as suas peças, com uma nova rodada de medidas de estímulo ao PIB, cujo desempenho ameaça cair a menos de 3% de expansão em 2012, muito aquém do otimismo retórico da equipe econômica no início do ano. A demonstrar que a situação de fato preocupa, dois dias após trazer a público o seu mais recente “minipacote”, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em depoimento ao Senado, informou: novas medidas estão no forno.
Por dever de ofício, Mantega sustenta o discurso otimista. A equipe econômica projeta crescimento de 4% neste ano, o que seria um salto considerável – altamente improvável, dizem especialistas – em relação ao desempenho ruim de 2011, quando o PIB avançou meros 2,7%.
Mais uma vez o governo concentrou esforços em ampliar a demanda por bens duráveis, com foco no setor automobilístico, o terceiro em importância relativa na economia brasileira, atrás apenas das cadeias do petróleo e de alimentos, primeiro e segundo colocados no ranking, respectivamente. Por esse motivo, a Fazenda cortou de 7% a zero a alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os chamados modelos populares. No caso dos veículos com potência entre mil e 2 mil cilindradas, a redução foi de 13% a 6,5%, no caso dos veículos a gasolina, e de 11% para 5,5% para aqueles movidos a etanol. O imposto dos veículos comerciais leves caiu de 4% para 1%.
*Leia matéria completa na Edição 699 de CartaCapital, já nas bancas

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