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Os limites de Hollande

por Gianni Carta publicado 22/06/2012 12h35, última modificação 22/06/2012 12h35
Apesar da contundente vitória dos socialistas nas eleições, o presidente francês tem pouca margem para impor seu programa de mudanças ao continente

As vitórias de François Hollande nas primárias do Partido Socialista Francês, na eleição presidencial e no segundo turno da disputa legislativa no domingo 17 pesam pouco em um mundo onde cresce a fusão entre política interna e política exterior. Mesmo assim, desde 1981 essa foi a segunda vez na história do país em que os socialistas obtiveram maioria absoluta na Assembleia Nacional (Câmara dos Deputados). Trata-se de um momento histórico. A onda rosa, como quatro décadas atrás, volta a esparramar-se pela França. Assim, Hollande, de 57 anos, poderá aplicar seu programa de reforma fiscal para cumprir a promessa de crescimento sem depender do apoio dos Verdes e da Frente de Esquerda.
Mais notável é isto: o mundo de Hollande é muito diferente daquele de 1981 em que rosas, símbolo dos socialistas, brotavam do solo, quando o solene e imperial François Mitterrand foi eleito pela primeira vez presidente com maioria absoluta. Hollande, diga-se, era protégée de Mitterrand e dele copiou maneirismos, embora pareça muito mais simpático e transparente que o ex-presidente. Mas o planeta mudou desde a chegada e ida de Mitterrand.
Do ponto de vista da soberania nacional, ainda um parâmetro em nível mundial, a França vai mal. Apesar de ser a quinta economia do mundo, seu crescimento beira a zero, a taxa de desemprego bate qualquer recorde na história, principalmente entre aqueles com menos de 25 anos. A dívida pública é estratosférica. Eis a diferença, porém: hoje Hollande tem de lidar com a crise da Zona do Euro. E seus efeitos sobre a economia global.
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