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Os idos de março

por Antonio Luiz M. C. Costa publicado 30/03/2012 11h24, última modificação 30/03/2012 11h24
Recessão, alta do petróleo e reformas trabalhistas aumentam os protestos e o pessimismo
Protestos

Primavera europeia. A greve geral na Espanha abre a nova temporada de protestos, que não poupará Bruxelas. Foto: Pedro Armestre/AFP

Quando foi anunciado o fechamento do segundo pacote de resgate na Grécia, em 21 de fevereiro, as autoridades de Berlim e Bruxelas esforçaram-se por convencer a Europa e o mundo de que era o fim de um longo e tenebroso inverno. Mas a primavera também não começa bem para o Velho Continente.

Em vez de flores, a primeira semana da nova estação trouxe analistas de instituições financeiras e colunistas do Financial Times e do Wall Street Journal prevendo que também Portugal – apesar de ter elegido um governo conservador que se submeteu rápida e incondicionalmente a todas as exigências de Bruxelas – precisará ser socorrido pela segunda vez antes do fim deste ano. Indicadores econômicos apontam ainda que a Irlanda, aluna exemplar da escola de Angela Merkel, fechou o ano em recessão e juntou-se à vala comum da Bélgica, Holanda, Itália, Portugal e Grécia.

O país foi chamado de “tigre celta” de 1995 a 2007 pelas altas taxas de crescimento do PIB associadas à liberalização e impostos baixos que o fizeram um quase paraíso fiscal para o setor financeiro e os serviços. Por isso mesmo, foi um dos países mais severamente golpeados pela crise de Wall Street e precisou estatizar seus seis maiores bancos, falidos pelas operações arriscadas que a desregulamentação permitiu.

*Leia matéria completa na Edição 691 de CartaCapital, já nas bancas

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