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Exposição

O último Da Vinci

por Leneide Duarte-Plon — publicado 20/04/2012 12h51, última modificação 20/04/2012 12h51
Após restauração de dois anos, o Louvre expõe A Virgem e o Menino com Sant’Ana
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Esplendor recuperado. A Virgem e o Menino com Sant'Ana e estudo que precedeu a obra, agora livre de manchas

Alguma obra pode resumir uma vida? A resposta é afirmativa e a prova é o último quadro de Leonardo da Vinci, A Virgem e o Menino com Sant’Ana. Quem sustenta a tese é o curador da exposição Sant’Ana, a Última Obra-Prima de Leonardo da Vinci, Vincent Delieuvin, conservador do departamento de pinturas do Museu do Louvre, para quem o quadro “resume uma longa meditação de Leonardo sobre a natureza e a arte”.

Inaugurada em 29 de março, a magnífica exposição, resultado de dois anos de restauração da obra, pode ser vista até 25 de junho. A apresentação de outras obras pintadas na mesma época por Da Vinci permite ao curador demonstrar sua tese de que A Virgem e o Menino com Sant’Ana é o ápice das pesquisas estéticas do artista. E também possibilita mostrar que quem se aventurou a copiar o quadro ou tratar o mesmo tema foi totalmente esmagado pela beleza dessa pintura em que a Virgem e sua mãe têm quase a mesma juventude. Ninguém jamais conseguiu superar o sublime rosto de Maria por Da Vinci. Mas, segundo especialistas, a influência desse quadro pode ser vista no século XVI em artistas como Michelangelo, Rafael ou Piero di Cosimo.

Ao deparar com o quadro restaurado pela italiana Cinzia Pasquali, assessorada por uma comissão de experts apoiados nas mais avançadas tecnologias disponíveis no Centro de Pesquisa e de Restauração dos Museus da França (C2RMF), o visitante conclui que todo o esforço foi válido. A última obra-prima de Da Vinci está diante de nós em todo seu esplendor, livre das manchas, das camadas de verniz que puxavam para o amarelo e se somavam ao ataque de insetos que haviam deixado rastros de minúsculos buracos invisíveis a olho nu.

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