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O triunfo da sutileza

por Ana Ferraz publicado 22/02/2013 11h19, última modificação 22/02/2013 11h19
Aos 55 anos de carreira, João Borba mostra a força da velha-guarda

Na calorenta tarde paulistana, com o termômetro a ultrapassar os 30 graus e pesadas nuvens a pressagiar o temporal, João Borba pede uma cerveja sem gelo. Jeito calmo, simpatia evidente, logo abre um sorriso. O sambista veterano está feliz. Aos 55 anos de profissão acaba de lançar seu primeiro CD autoral, cujo título sintetiza a filosofia de vida do cantor e compositor: Eu Comigo e Meus Amigos. “Sem eles eu não conseguiria nada”, resume, modéstia  à frente do talento.

Borba é um dos raros representantes da velha-guarda em plena atividade. A bela voz grave, extremamente bem preservada para alguém há tanto tempo na estrada, ecoa macia pela noite da Vila Madalena. O compositor de mais de 150 sambas-enredo, especialmente para a Pérola Negra, a escola que pulsa mais forte do lado esquerdo de seu peito, é figura quase onipresente nas casas do bairro boêmio paulistano.

Num desses lugares onde o samba reina absoluto e muitos gringos buscam conhecer os meneios do ritmo, um francês se encantou pelo que ouviu. Em 2008, quando Borba integrou a comitiva de brasileiros convidados a representar o País na celebração do Dia da Música em Paris, eis que o tal gringo reapareceu. Passava pelo bar onde Borba se apresentava e o reconheceu pela voz.

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