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O terror volta a assombrar

por Eduardo Graça — publicado 19/04/2013 10h56, última modificação 19/04/2013 10h56
Os norte-americanos tentam entender o sentido do atentado em Boston
Boston

Saldo. Duas bombas deixaram três mortos e 183 feridos. Foto: Dann Lampariello/ Reuters/ LatinStock

De Nova York

"Isso não faz o menor sentido.” Olhar perdido, voz arrastada, entre soluços e crises de choro, Patty Campbell traduziu em uma frase, da varanda de sua casa, o sentimento de milhares de americanos forçados a enfrentar novamente um “abominável ato de terrorismo”, na definição cunhada na mesma terça-feira 16 pelo presidente Barack Obama. Às 2h45 da tarde do dia anterior e a 8 quilômetros ao sul da casa de Campbell, duas  bombas de fabricação caseira causaram três mortes – entre as vítimas, a filha de Campbell, Krystle, de 29 anos – e deixaram 183 feridos, dezenas em estado grave, ao menos 13 com órgãos amputados, interrompendo tragicamente a tradicional maratona do Dia dos Patriotas. As bombas explodiram em um intervalo de 12 segundos, nas proximidades da linha de chegada da corrida, na Rua Boylston, no centro da cidade, durante a mais tradicional celebração do feriado estadual dedicado aos heróis locais da Revolução Americana.

Até o fechamento desta edição ninguém havia assumido a autoria do atentado e uma recompensa de 50 mil dólares era oferecida pelo governo por informações. Na noite da quarta-feira 17, a prefeitura de Boston confirmou que imagens de câmeras da loja de departamentos Lord&Taylor, localizada na Rua Boylston, apontam para dois suspeitos. Os indivíduos, aparentemente do sexo masculino, carregam bolsas da mesma marca e cor dos pedaços de tecido encontrados por investigadores nas cenas dos crimes. Um deles está posicionado ao lado do restaurante Forum, nas imediações de onde a segunda bomba explodiu. O FBI, a polícia federal dos EUA, chegou a anunciar uma coletiva de imprensa (cancelada em seguida) para falar das novas descobertas. A rede de tevê CNN, que obteve uma cópia dos vídeos, informou ter decidido não divulgar as imagens a pedido de Washington. O vídeo acabou liberado na quinta 18.

Além de Krystle Campbell, gerente de um restaurante da cidade, morreram por causa dos ferimentos provocados por explosivos colocados em panelas de pressão de 6 litros, juntamente com pregos, bilhas de rolamento, chumbo grosso e fragmentos de metais, o menino Martin Richard, de 8 anos, e a chinesa Lu Lingzi, de 23, aluna da Universidade de Boston.

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