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O round decisivo

por Redação Carta Capital — publicado 11/10/2012 11h29, última modificação 11/10/2012 11h29
O PT busca recuperar a prefeitura e Serra, evitar o fim

Por Piero Locatelli e Rodrigo Martins

Na noite do domingo 7, os resultados da eleição paulistana não haviam sido totalmente apurados e o candidato tucano José Serra já deixava claro como seria sua estratégia contra o petista Fernando Haddad no segundo turno. No discurso, voltou a lembrar do julgamento do chamado “mensalão”. “A ação política é revestida de valores e eu quero reiterar isso aqui. Isso é muito importante, valores, que é uma coisa que no Brasil ameaçou sair de moda, e felizmente com o nosso STF (Supremo Tribunal Federal) está voltando à moda.”

Fracassado na periferia da cidade, Serra enveredou ainda por um discurso associado ao PT. “Os pobres, a população mais pobre, serão o centro da nossa política de governo. Todos aqueles que são carentes vão poder contar comigo 24 horas por dia.”
A tentativa de roubar os votos da periferia e a de pautar o julgamento do mensalão na eleição municipal prosseguiu nos dias seguintes. Diante do ataque, Haddad lembrou o mensalão mineiro, escândalo de caixa 2 na fracassada tentativa de reeleição do governador mineiro Eduardo Azeredo, em 1998, e embrião do esquema utilizado mais tarde pelo PT. Para respondê-lo Serra recorreu a uma frase que havia usado na eleição presidencial de 2010. “Ele está fazendo a estratégia do ‘pega-ladrão’. E qual é essa estratégia? Você bate a carteira de alguém e sai gritando ‘roubaram minha carteira’.”
Na disputa presidencial, Serra recuou da estratégia de se focar em escândalos de corrupção, após a então candidata à Presidência Dilma Rousseff trazer o nome de Paulo Preto a um debate. Preto, ex-diretor da Dersa, foi acusado por líderes tucanos de desviar 4 milhões de reais do caixa 2 da campanha do PSDB.
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