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Economia

O porquinho virou vilão

por Luiz Antonio Cintra — publicado 24/02/2012 11h04, última modificação 24/02/2012 11h04
A Selic em queda traz à tona a difícil revisão da fórmula da poupança
Caixa

A poupança ajudou escravos a comprar a alforria, como lembra o anúncio da Caixa. Foto: Reprodução

Entre as prioridades do governo Dilma Rousseff para os próximos meses, a redução do custo do crédito ocupa a primeira posição. A embasar a perspectiva presidencial está o cenário que se desenha para os próximos meses, com a economia ladeira acima e a inflação morro abaixo. No Ministério da Fazenda, estima-se que, quando maio chegar, os índices mensais acumulados renderão manchetes positivas na mídia, com a taxa anual cada vez mais próxima do centro da meta, 4,5%.

A essa altura, o Comitê de Política Monetária (Copom) terá concretizado ao menos outras três rodadas de corte da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 10,5% ao ano. A Selic estará próxima de 9%, talvez um pouco abaixo, a depender da percepção das autoridades monetárias em relação à inflação em 2013. O desemprego seguirá em baixa, a relação entre a dívida pública e o PIB, em declínio.

Ainda que o dólar siga fora do patamar desejado pela Fazenda, superestimulando as importações, será a hora de o governo trazer a público uma discussão espinhosa que já rendeu muitas noites mal dormidas em Brasília. Trata-se de mexer em um vespeiro político de grandes proporções, a remuneração da caderneta de poupança, em discussão nos gabinetes ministeriais. Uma “jabuticaba” genuinamente nacional criada no século XIX, a mais tradicional e popular das aplicações financeiras do País, com mais de 97 milhões de poupadores e saldo acumulado de 420 bilhões de reais, cuja rentabilidade de 6% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR), hoje em 1,2% anual, é fixada por lei.

 

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