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O efeito Ronald Reagan?

por Eduardo Graça — publicado 05/10/2012 11h28, última modificação 05/10/2012 11h28
Mitt Romney, considerado vencedor no primeiro debate, sonha em replicar o destino do colega republicano
debate

Domínio. Obama estava hesitante, enquanto Romney dava as cartas no debate. Foto: Michael Reynolds/AFP

Em um evento sem grandes emoções ou riscos, um Mitt Romney agressivo saiu quase sem arranhões de seu primeiro confronto direto com o presidente Barack Obama. O debate de uma hora e meia, sem intervalos, foi realizado na noite de quarta-feira 3, na Universidade de Denver, no Colorado, um dos nove estados em que as eleições de novembro serão de fato decididas.

Contido ao extremo, mas irritado em certas ocasiões, a ponto de bufar antes de insistir pela décima vez, diante da enésima negativa de Romney, na afirmação de que seu oponente aumentará o déficit público com um pacote de redução de impostos de 5 trilhões de dólares, além de manter a anistia fiscal para os mais ricos, Obama deixou de lado temas fortes como o histórico do republicano na Bain Capital, o vídeo em que este ­acusa 47% da população de viver “à custa do governo” e a recuperação da indústria automobilística criticada por Romney, argumento fundamental na conquista do voto dos estados industriais do Meio-Oeste, como Wisconsin, Iowa e Ohio.
E a única crítica ao resgate dos grandes bancos americanos durante a crise financeira global foi feita, ironicamente, pelo candidato da oposição, mais identificado com o grande capital. “Se alguém tinha a ilusão de que esta eleição já eram favas contadas, pense outra vez. Mitt Romney fez o melhor debate de sua vida, e a corrida segue apertada, cabeça a cabeça”, disse o professor da Universidade Harvard e analista político da CNN, David Gergen.
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