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No Olimpo do futebol

por Rodrigo Martins publicado 16/11/2012 08h48, última modificação 16/11/2012 08h48
Três vezes eleito o melhor do mundo, o craque supera um recorde de Pelé e entra de vez para a história
messi

O craque do Barcelona Lionel Messi. Foto: Lluis Gene/AFP Photo

Ao desembarcar em Riad, na terça-feira 13, para o amistoso da Argentina contra a Arábia Saudita, o craque Lionel Messi, por três vezes consecutivas eleito o melhor jogador de futebol do mundo, mostrava-se desconfortável com o assédio de jornalistas no aeroporto e a escolta de soldados com fuzis displicentemente apoiados sobre os ombros. A feição de assombro diante da belicosa recepção contradiz o momento de glória que o atacante vive. Dois dias antes, o argentino marcou dois gols na vitória do Barcelona sobre o Mallorca, por 4 a 2, fora de casa, e ultrapassou Pelé no ranking dos atletas com maior número de gols em um mesmo ano.
O atacante do Barça chegou a 76 gols, ante 75 da maior marca de Pelé, conquistada em 1958. O recorde ainda é do alemão Gerd Müller, com 85 gols marcados em 1972. Mas o argentino tem pela frente outros nove jogos oficiais até o fim de 2012. Não causaria espanto se ultrapassasse o lendário artilheiro do Bayern de Munique. Além disso, na última partida da seleção, um empate sem gols contra os árabes, Messi mostrava-se animado ao reencontrar um velho amigo, o técnico holandês Frank Rijkaard, hoje no comando do time saudita. Foi o treinador quem, oito anos atrás, incluiu Messi no time profissional do Barcelona. “É o melhor jogador que já vi”, afagou Rijkaard, pouco antes do amistoso.
A estreia de Messi no clube catalão deu-se no Estádio Olímpico Lluís Companys, em 16 de outubro de 2004. Com apenas 17 anos e longos cabelos a encobrir o rosto de menino, jogou por apenas oito minutos, em substituição ao brasileiro Deco, durante a vitória do time catalão contra o Espanyol, por 1 a 0. À época, a camisa 10 do Barcelona era de Ronaldinho Gaúcho, craque brasileiro que não resistiu ao tempo. Apesar da tímida estreia, Messi mostrava que daria trabalho aos adversários com sua potente perna esquerda. O tempo mostraria que a aposta de Rijkaard não poderia ser mais feliz.
*Colaborou José Antonio Lima
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