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Muito além do notebook

por Redação Carta Capital — publicado 18/05/2012 11h24, última modificação 18/05/2012 11h24
Líder global em chips, a Intel mira o mercado de tablets
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Vitrine virtual. Martins festeja o crescimento de 20% no Brasil. Foto: Daniel Pera

Por Samantha Maia

Não existe barreira de espaço quando se pode apresentar em uma prateleira virtual até 4 mil novos modelos de calçados em uma loja que comporta no máximo 350 itens em seu estoque. O equipamento, criado a partir de um processador Intel, é usado em lojas da Adidas em Londres e foi uma das estrelas do Intel Developer Forum (IDF), megaevento anual da companhia que pela primeira vez ocorreu em São Paulo, nos dias 14 e 15 de maio. A maior fabricante de chips do mundo quer deixar claro que sua expertise vai além dos computadores. Automóveis, máquinas de refrigerantes e postos de combustíveis são alguns exemplos de seu amplo portfólio de aplicações.
Escapou à sua ubiquidade, porém, o promissor mercado de smartphones e tablets, onde a Intel ainda tem participação reduzida. Ao menos por ora. O crescimento exponencial das vendas dos dois “novatos” nos últimos anos, ante a evolução mais tímida dos notebooks e desktops, nos quais a Intel é líder de mercado, acendeu um alerta na companhia. Sem admitir problemas com esse “lapso” de negócio, a Intel prepara uma investida de marketing de 1 bilhão de dólares para 2012 na promoção de um novo dispositivo, o ultrabook, na expectativa de alcançar a primeira opção dos consumidores.
O notebook ultrafino chegou ao mercado brasileiro recentemente com a aposta de conquistar os consumidores a partir da oferta de mobilidade aliada à alta performance. A estratégia faz frente à preferência crescente dos tablets, o iPad da Apple em particular, que não carregam processador Intel. Em breve, a concorrência será acirrada: haverá ultrabooks que vão virar tablets com apenas alguns movimentos para esconder ou deslocar o teclado, usando telas sensíveis ao toque. Entre os microcomputadores, a Intel tem 85% do mercado. Os restantes 15% são ocupados pela também americana Advanced Micro Devices (AMD), que no mercado geral de processadores ocupa apenas a 12ª posição.
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