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Melhor tarde do que nunca

por Luiz Antonio Cintra — publicado 07/02/2013 14h02, última modificação 07/02/2013 14h02
Com atraso, o governo revê a remuneração dos projetos de concessão

Com atraso de ao menos um ano, a decisão de transferir à iniciativa privada as concessões de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos foi anunciada pelo Planalto no segundo semestre de 2012. Na manhã da terça-feira 5, durante a primeira rodada do road show de apresentação a potenciais investidores, em um hotel cinco estrelas de São Paulo, o pacote de 200 bilhões de dólares a serem investidos principalmente nos próximos cinco ou seis anos, enfrentou o primeiro teste público. No cálculo, não entram os valores do Trem de Alta Velocidade, orçado atualmente em 36 bilhões de reais, um caso mais complicado e que dificilmente estimulará o animal spirit do empresariado.

A carência para o início do pagamento dos empréstimos será de cinco anos, os contratos terão validade de 30, e serão usadas amplas doses de financiamento público, diante da histórica aversão dos bancos comerciais por projetos de longo prazo. Inclui concessões rentáveis e de forte apelo no mercado, outras tantas de rentabilidade duvidosa e, como sempre, alguns micos difíceis de embalar.

Se tudo correr como deseja o governo, serão repassados à gestão privada 7,5 mil quilômetros de rodovias, 10 mil quilômetros de ferrovias (sem contar o Trem de Alta Velocidade), os aeroportos do Galeão, no Rio de Janeiro, e de Confins, em Belo Horizonte, outros tantos regionais, além de terminais portuários pela costa brasileira.

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