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Mais uma no juro alto

por Luiz Antonio Cintra — publicado 04/05/2012 09h46, última modificação 04/05/2012 09h46
Ao mexer na rentabilidade das cadernetas, o governo move mais uma peça no sentido de trazer à normalidade o absurdo custo do crédito no País
dilma

Ofensiva. Primeiro, a queda de braço com os bancos. Agora, a poupança. O que mais vem aí?. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Depois de lançar uma ofensiva inédita contra os bancos privados, Dilma Rousseff concentra-se em abrir espaço para aproximar os juros praticados no País do patamar em vigor nas economias centrais, um hiato considerável a emperrar o desenvolvimento econômico nacional. A presidenta consolida assim a sua principal meta estratégica na esfera econômica, cujo alcance ainda não está garantido. Na quinta-feira 3, deu mais um passo nessa direção, quando o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a nova fórmula de cálculo para remunerar as cadernetas de poupança.

Definida por lei em 0,5% ao mês mais a variação da Taxa Referencial (TR), a rentabilidade anual de hoje em 6,17%, isenta de Imposto de Renda, funcionava como um piso informal para a Selic, a taxa que remunera os títulos públicos federais, atualmente em 9% ao ano e com viés de queda.

Pelas novas regras, as aplicações terão rentabilidade equivalente a 70% da variação da Selic no período. O índice decorreu do histórico de rentabilidade da poupança em relação à Selic, que foi de no máximo 70%, marca atingida em 2010. No entanto, editadas por meio de uma medida provisória, elas entrarão de fato em vigor somente a partir do momento em que a taxa básica for igual ou inferior a 8,5% -anuais. No caso de o BC decidir elevá-la novamente, voltariam a valer as regras atuais.

*Leia matéria completa na Edição 696 de CartaCapital, já nas bancas

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