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Lula, o alvo eterno

por Cynara Menezes — publicado 21/09/2012 12h01, última modificação 21/09/2012 12h01
O “mensalão” reanima o antilulismo e a tentativa de minar a influência eleitoral do ex-presidente
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Tanto bate... Não é de hoje que Lula está na mira. Vai funcionar um dia? Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Na tarde da terça-feira 18, diante de um plenário cada vez mais vazio em razão da proximidade das eleições, uma voz se levantou no Senado em defesa do ex-presidente Lula. O senador petista Jorge Viana, normalmente tranquilo, praticamente gritava ao denunciar o que lhe parece uma tentativa em curso, “por parte da elite brasileira e de setores da mídia que a representam”, de reescrever a história recente do País e apagar o legado de um presidente que deixou o poder com mais de 80% de aprovação.
Viana tinha como alvo principal a revista Veja, que, mais uma vez, valeu-se de critérios heterodoxos e lançou a modalidade de entrevista pingue-pongue off-the-record: operador do chamado “mensalão”, o publicitário Marcos Valério teria falado à publicação da Abril, mas a revista atribuiu as frases da reportagem a “parentes e amigos” dele. O teor da reportagem pode ser resumido na frase: “Lula era o chefe”. Nenhuma prova foi apresentada.
Nos dias seguintes à chegada da revista às bancas, noticiou-se que a publicação iria divulgar o áudio da suposta entrevista, gravada, segundo os boatos, com autorização do próprio publicitário. A hipótese de a entrevista de Valério existir alvoroçou a oposição. Em nota, o PSDB, o DEM e o PPS conclamaram a revista a divulgar o áudio da conversa para que as devidas providências legais fossem tomadas. Como Veja mais uma vez não entregou o prometido, as legendas recuaram. Sob o pretexto de evitar qualquer adiamento do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal, desistiram de alimentar a “denúncia”. Ao menos por enquanto.
*Leia matéria completa na Edição 716 de CartaCapital, já nas bancas