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Luar vermelho

por Redação Carta Capital — publicado 28/03/2013 11h45, última modificação 28/03/2013 11h45
A China pretende ter sua própria estação espacial em sete anos e planeja colocar um astronauta na Lua até 2030. Quem duvida?
China

Zhai Zhigang foi o primeiro chinês a caminhar no espaço, em 2008. Foto: Xinhua/AFP

Por Janaína Silveira, de Pequim

A China confirmou o lançamento de sua primeira sonda à Lua para o segundo semestre deste ano, movimento que repete os passos da União Soviética na distante década de 1970. Se obtiver sucesso, será o terceiro país a pousar uma sonda no satélite (além da Rússia e dos Estados Unidos) e o único a manter ambições em relação a ele. Os russos estão limitados pela falta de dinheiro. E os americanos passaram dessa fase e trabalham atualmente no ambicioso projeto, o Constellation, de levar astronautas a Marte.

Os chineses não pretendem enviar apenas sondas. Esse é o objetivo da próxima década. No longo prazo, planejam colocar um taikonauta, nome dado no país aos cosmonautas, para passear nas crateras lunares. Os especialistas ocidentais se perguntam: por que insistir em planos abandonados por outras nações mais avançadas na conquista espacial? Para ganhar prestígio em tecnologia e pesquisa, afirma Isabelle Sourbes-Verger, estudiosa do programa espacial chinês do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França.

A etapa prevista para o segundo semestre é o primeiro de três estágios de pesquisa que preveem o envio de uma missão não tripulada e a coleta de solo e pedras lunares até 2017. A expedição pioneira analisará a superfície do satélite. Desde 2007, os chineses enviaram duas sondas à órbita lunar e ampliaram seus conhecimentos a partir de imagens em alta resolução.

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