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José Serra na avenida?

por Sergio Lirio publicado 16/02/2012 11h47, última modificação 06/06/2015 18h14
As articulações políticas ficam em suspenso, à espera da decisão do tucano
Kassab

O prefeito comunicou ao diretório do PT que Serra será candidato e terá seu apoio na disputa pela prefeitura em São Paulo

O carnaval não parece a data apropriada. O costume está mais para uma longa procissão, um Círio de Nazaré no qual os fieis, ensopados de suor, esperam o momento do milagre. Desde a derrota para Lula em 2002, o tucano José Serra encena o mesmo ritual, para deleite de uma parte da plateia e tédio de outra. Diz que não pretende ser candidato, é acometido por dúvidas cruéis nos momentos finais da decisão e, por fim, imbuído do espírito partidário, atende ao “chamamento público”, mesmo quando este não é audível. Foi assim na disputa vitoriosa à prefeitura em 2004, na campanha igualmente bem-sucedida ao governo de São Paulo em 2006, depois da tentativa frustrada de tirar Geraldo Alckmin da corrida presidencial daquele ano, e na derrota para Dilma Rousseff em 2010. E parece que será assim novamente. As prévias para escolher o nome do PSDB estão marcadas para 3 de março.

Após resistir a todos os assédios e negar como São Pedro a intenção de concorrer ao cargo de prefeito da capital paulista, Serra volta a frequentar o noticiário. Para alguns, ele estaria no ponto de reconsiderar sua decisão anterior. Sem uma boia na qual se agarrar e diante de uma prévia desinteressante para escolher um candidato insosso e possivelmente perdedor, o PSDB recobrou o ânimo. Em notas, deputados estaduais defenderam a candidatura Serra. Correligionários do ex-governador fizeram pronunciamentos no mesmo sentido e a mídia tucana, que andava de farol baixo, deixou escapar um facho de excitação.

Segundo as informações de bastidores, uma prova da disposição de Serra em competir seria o fato de ele ter encomendado pesquisas qualitativas para saber de suas reais chances. De acordo com as mesmas fontes, os resultados teriam sido animadores, apesar do alto índice de rejeição apontado em sondagens anteriores: 35% na medição do Datafolha de dezembro último. Praticamente o dobro da atual intenção de voto, de 18%.

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