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Israel enfrenta as Nações Unidas

por Gianni Carta publicado 07/12/2012 11h08, última modificação 07/12/2012 11h08
Após a inclusão da Palestina como observadora, Netanyahu retalia

"Nada vai mudar", pronunciou na quinta-feira 29, sem grande convicção o premier de ­Israel Benjamin Netanyahu, após 138 países votarem pelo reconhecimento da Palestina como Estado observador da Organização das Nações Unidas. Tratou-se de um passo crucial para a sonhada, ao menos do lado palestino, solução dos “dois Estados” baseado nas fronteiras de 1967.
Tudo não passou de um jogo de cena. Netanyahu logo voltou atrás e fez o contrário do prometido na ONU. Tomou medidas punitivas contra Mahmud Abbas, o presidente da Autoridade Palestina que conseguiu a proeza nas Nações Unidas e agora é visto como um herói na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Um dia depois da votação em Nova York, o premier israelense anunciou a construção de 3 mil novas casas em Jerusalém Leste e na Cisjordânia, ou seja, em territórios ocupados da Palestina. Como se a medida não bastasse, no domingo 2 o governo israelense anunciou não pretender repassar aos vizinhos os fundos originários de impostos pagos pelos palestinos. Os 120 milhões de dólares que seriam repassados, informou Tel-Aviv, serão agora usados para amortizar uma dívida do outro lado com a companhia israelense de eletricidade.
Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, lembrou que os assentamentos são ilegais sob a ótica do direito internacional. “Isso (os assentamentos) representa um golpe fatal para as chances que permanecem para se chegar à solução de dois Estados”, acrescentou.
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