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Intrigas agropastoris

por samanthamaia — publicado 11/10/2012 12h02, última modificação 11/10/2012 12h02
A queda de Pedro Arraes expõe a disputa por poder na estatal
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O executivo alega "motivos pessoais", enquanto o governo o acusa de erros na criação da divisão internacional. Foto: Nilton Fukuda/AE

Alguma coisa acontece na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa. Dois meses depois de ser reconduzido à presidência da estatal, após um mandato de três anos, o engenheiro agrônomo Pedro Arraes foi afastado de forma nebulosa e, até onde se pode ver, acabou atingido pelas disputas políticas típicas de Brasília.

Determinado pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), e publicado no Diário Oficial de 5 de outubro, o afastamento de Arraes, inicialmente temporário, foi acompanhado da exoneração do secretário de Relações Internacionais, Francisco Freitas de Souza. O mesmo ato instaurou uma sindicância para analisar a constituição do braço no exterior, a Embrapa Internacional, por “constatação de que houve descumprimento de preceitos legais e estatutários na criação da empresa”.

Antes mesmo da decisão do ministro, na segunda-feira 1º, Arraes pedira demissão por “motivos pessoais”. Na quarta-feira 10, a presidenta Dilma Rousseff nomeou para o seu lugar Maurício Antônio Lopes, até então diretor de Pesquisa e Desenvolvimento e quadro da empresa desde 1989. Engenheiro agrônomo com pós-doutorado pelo Departamento de Agricultura da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO-ONU), o novo presidente foi chefe da divisão de milho e sorgo.

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