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Esqueceram de Luther King

por Eduardo Graça — publicado 13/04/2012 12h08, última modificação 13/04/2012 12h08
Sob o governo Obama, recrudece o clima de secessão e ódio racial
EUA

Marcha. O assassinato de Trayvon Martin reacendeu os protestos nas ruas. Foto:Davis Mcnew/Getty Images/AFP

A fotografia que domina a edição da quinta-feira 12 de The New York Times traz em primeiro plano a face de quatro negros, semblantes sérios, a aplaudir a decisão da Procuradoria do Estado da Flórida de processar o vigia George Zimmerman, acusado de assassinar há seis semanas o menino Trayvon Martin, de 17 anos, em um condomínio em Sanford, subúrbio de Orlando. “Um coração não tem cor. Ele não é negro ou branco, é vermelho”, disse a única mulher na foto da primeira página, Sybrina Fulton, mãe da vítima, em uma tentativa de deixar em segundo plano questões étnicas.

Zimmerman, de 28 anos, é branco, filho de mãe de origem latino-americana. A explosão do caso na mídia levou a uma revisão do estado das relações étnicas nos EUA no momento em que o primeiro presidente negro a ocupar a Casa Branca se concentra na disputa pela reeleição contra o ex-governador do Massachusetts, Mitt Romney, beneficiado pelo surpreendente anúncio do conservador Rick Santorum, seu principal rival, de abandonar a disputa.

Na segunda-feira, a Newsweek divulgou pesquisa simbólica da divisão racial no -país: 72% dos brancos e 89% dos negros acreditam haver um muro intransponível entre brancos e negros. A divisão aprofunda-se quando os cidadãos opinam sobre como Obama lida com o problema. Ele conta com a aprovação de 84% dos negros, mas apenas 41% dos brancos concordam com suas posições sobre o tema. Em todas as pesquisas de opinião pública, a única parcela do eleitorado que prefere Romney a Obama é justamente a de homens caucasianos.

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